sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fucking clueless

Este último mês ou coisa que o valha não tem sido fácil. Preciso de fechar todo um ciclo da minha vida e recomeçar. No emaranhado de fios, não sei qual escolher para atravessar a tempestade até ao outro lado sem que o barco vá ao fundo. Mas por onde começar? Preciso de me reciclar. Aproveitar alguma coisa boa do passado e torná-la melhor. Criar novas cumplicidades e redescobrir sentimentos. Acabar com o estado letárgico de autocomiseração. Que asco me dás. Só é preciso dar um passo para começar a andar. Acorda.

Wiggle your big toe.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Razões porque a Michelle Pfeiffer foi A Catwoman

(estou a ficar chata com isto)
- o fato de cabedal
- Conseguir com um "meow" transmitir todo o desprezo e superioridade que os gatos demonstram às pessoas.

Algumas pessoas fazem o facebook valer a pena

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Boy meets girl. Boy loses girl

Vi Antes do Amanhecer com uns 16 ou 17 anos, por volta da altura em que saiu a sequela. Se então fiquei cativada pelos diálogos, anos mais tarde é quase constrangedor o sentimento de identificação. 

8 e meio

De 0 a 10, quão culpados se sentem por não conseguir ler comics do Batman em espanhol sem se desenrolar todo um filme porno nas vossas mentes?



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Esta coisa de estar em casa dos pais

Tremo de cada vez que ponho roupa a lavar. Quando estou por minha conta nunca acontecem grandes acidentes, mas quando é a carga familiar acontece sempre alguma catástrofe ou desvio. Há coisa de um ano dei por falta de uma t-shirt que tinha comprado em Espanha e que desaparecera. "Devo tê-la arrumado em algum canto e nunca mais dei com ela", pensei. Meses mais tarde, ao sair do comboio no Entroncamento vejo a minha irmã a usá-la. "ESSA T-SHIRT É MINHA". "Não é nada! Ando a usá-la há bué". "Lembras-te de a teres comprado? Onde é que foi?". "Estava no meu armário...". "Eu quero-a de volta... Já está a ficar toda desbotada". "Mas... ou!... Eu não tenho quase t-shirts nenhumas, só tops. E eu gosto bué dela". A garota fez olhos quase de choro e não fui capaz de lha arrancar da pele. Pedi-lhe que não a levasse ao Sudoeste, mas obviamente fui ignorada. E agora, depois da lavagem a minha t-shirt flashdance está azul. Azul! Um bocadinho de mim morreu, e já não posso fingir que sou a Jennifer Beals.

 

(O mesmo aconteceu a par de calções que lhe emprestei para levar, mas - apesar de giros - não tinham história. Eram tara perdida. Mas esta t-shirt não...)

Fashion bloggers

Tenho uma t-shirt igual à desta senhora. E adoro-a pela mesma razão que a minha irmã a odeia: sinto-me o Gene Kelly no filme Um dia em Nova Iorque. Adoro a combinação com esta saia, mas não era capaz de sair assim à rua sem me sentir o bigfoot. O meu potencial navy ainda tem muito por explorar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Damn!

 Não tenho a certeza se estou enojada ou com fome.

O que mais me entristece é ela ser finlandesa.
Pela breve descrição que a minha irmã me deu do Sudoeste, parece-me que o Super Bock foi uma coisa bastante mais civilizada. Diz a garota que não havia filas, mas pessoas a atropelarem-se para passar à frente, e que o acampamento dela foi o único que não sofreu assaltos por ter ido com um pacote que incluía bilhete, transporte, seguro e local para acampar com seguranças.
A minha irmã vai seis dias para o Sudoeste e volta com uma rasta.

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(Pelo menos não foi um teréré)
Gostava muito de assistir a um concerto no meu dia de anos. Isto pode ser o trauma o ano passado perdi Supertramp no meu aniverário.

domingo, 7 de agosto de 2011

Há momentos que confirmam que os nossos progenitores não têm bem noção dos interesses dos filhos. Exemplo de uma chamada telefónica:
Pai: Estás a ver televisão?
Eu: Não.
Pai: Está a dar um filme que tu deves gostar na fox.
Eu: Qual?
Pai: Flinstones em Viva Rock Vegas.
(Silêncio)

sábado, 6 de agosto de 2011

Anne Hathaway em The Dark Knight Rises III

Já tinha dito que não sou a maior fã da moça, mas que ia confiar no Nolan. Neste momento não sei bem. As primeiras imagens desta Catwoman não têm nada de felino e estão mais a atirar para Tomb Raider. Quem teve a ideia de lhe tirar a máscara? Quem? Apesar de não ter crescido com as bds, assisti aos anteriores filmes com entusiasmo na sala de cinema (sobretudo The Dark Knight) e recuso-me a acreditar que vá ter um fraco desfecho.


(By the way, algum comic Batman/Catwoman que recomendem para entrar no espírito da coisa e perceber até que ponto estou a ser injusta?)

***
Addendum: Parece que a foto é falsa.

Para o Sr. Maia

Apareceu-me nas sugestões do youtube a explicação para o discurso do David Cross.


Estas eram as promos da Fox. Têm piada moderada para seguidores - ou talvez seja o choque de não terem nada a ver com a série - mas é impossível que alguém se interesse por AD conhecendo apenas isto:




Michael Bluth
George and Lucille Bluth

Tour de Lisboa II

- Acordei quinta-feira a sentir-me óptima, mas não conseguir comer um hamburguer inteiro fez-me constatar que estava em negação em relação à ressaca.

- Tirei a foto cliché com o Pessoa.

Dois minutos para ajudar a Tracey


Se puderem dêem lá um pulinho, ok?

Tour de Lisboa em 22 horas (e meia)

A minha quarta-feira-ponto de encontro (acho que mereço uma pirâmide de cristal numa caixa de veludo azul) acabou por se transformar numa das noites mais surreais de que há memória. A verdade é que eu já devia saber isto à partida, tendo em conta que fui aos anos da i conhecendo presencialmente apenas duas das pessoas que lá iam estar. Descendo às 17h30 do autocarro começa a corrida para ver o Dave e a T. antes do jantar. O primeiro ponto de encontro é o colombo. O Dave diz-me que já não tenho tempo de ir deixar a mala a casa dele se me quero estar na baixa às 18h30, e acrescenta que a mala está leve e não se importa de a levar (este momento vai ter soberana importância no desenrolar dos acontecimentos). Primeiro constrangimento do dia: deixar a pessoa que me ia ceder sofá e tecto carregar sozinho a minha mala até casa. Enquanto ele comia um McFlurry (voltei a resistir à tentação do demo) fui trocar de roupa na casa de banho do centro comercial e sim, é coisa para uma pessoa se sentir num filme de espionagem. Despedimo-nos e voltei a entrar no metro a caminho da baixa, para chegar 15 minutos depois da hora combinada. Nos armazéns do Chiado (volto a resistir ao McFlurry) vejo a T., e dois anos depois da última vez que estivemos juntas parece-me tão mais bonita e cheia de vida. Mas este speed dating também tinha os minutos contados, e eis que recebo uma chamada da aniversariante. Já não tinha de encontrar o restaurante sozinha com as indicações estranhas do google maps - o que não significa que tenha sido simples dar com o local. E foi no Castiço que os bloggers do gang se reuniram pela primeira vez em corpo e deixaram de ser perfis para se tornarem pessoas. Quem estava à mesa não deu conta do cair da noite, e o tópico da gastronomia passou pela forma fálica das alheiras, batatas pontiagudas (um àparte: estavam pontiagudas sim, mas tenho um enorme respeito por restaurantes que não servem batatas pré-fritas), calamares e a designação técnica de peixes em geral até à descrição de como é maravilhosa a bosta mirandesa. A noite continuou pelo Miradouro de Alcântara, local que ficará marcado na minha memória como o sítio onde a palavra meita integrou o meu léxico. A tour continuou pelo bairro alto (que tristeza ver todos os bares a fecharem portas às 2 da manhã), conversas à beira rio e pão com chouriço. Chegada a hora de recolher, o plano era simples. Apanhar um táxi até ao Camões onde ficaria o resto do pessoal, seguindo eu para o meu sofá em Benfica. Liguei para o Dave para não o apanhar desprevenido, e o telemóvel tocou e tocou. Eu insistia, mas resultado.
- Como queres fazer?
- Ligo outra vez e apanho o próximo táxi. - Continuava a chamar. "É impossível não ouvir. Tenho de continuar a tentar. Oh meu deus, estão todos a olhar para mim."
- Mas sabes onde é que ele mora?
- Não... - Momento de pânico ao pensar que não podia ir para Benfica enquanto me interrogava se por intervenção divina haveria alguma pousada perto. À quinta tentativa estava a tentar não perder a esperança.
- Podes ficar lá em casa. - disse o Maia. "Ai que vergonha. Conheço o rapaz há meia dúzia de horas. Dave POR FAVOR atende. Ai que vergonha." Pela oitava tentativa tive de encarar a realidade, o telemóvel não ia ser suficiente para o acordar.
- Mas não há problema? - Disse-nos a morada, e entrei num táxi com as meninas. Depois de 5 minutos à espera que as luzes se apagassem para poder ligar o carro, arrancámos pela marginal enquanto a i ia fazendo de guia turístico. Elas ficaram entregues, e segui sozinha para o Estoril, com um taxista sem GPS.
- Pelo que a sua amiga disse a rua devia ser por aqui.
- Pois... ah... não faço ideia. E não estou a ver nenhuma placa com o nome. - Mais uma volta, e entrámos na rua da GNR.
- Olhe, vou ali perguntar. - "Ai que vergonha! Ai o taxímetro!" Passado um bocado o senhor taxista volta e diz que existem duas ruas XY. - Qual é que é? - Mais uma vez não fazia a mínima ideia e tentei ligar. O telemóvel chamou durante um bocado sem resposta. "E agora? Vou perder os meus órgãos e acordar numa valeta". De repente, resposta do outro lado da linha e, como oásis no deserto, cheguei ao destino com mais vergonha que sono. Acordei ainda cedo, e ouvi vozes na casa, mas preferi fazer-me de morta a passar mais constrangimentos. Com um pequeno conflito de horários, o Francisco acabou por ser o meu babbysitter na capital (pela paciência de santo agradeço sinceramente) e fico a dever-lhe o rim que pude manter por me ter dado tecto.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A noite de ontem não aconteceu.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Cresci nos anos 90 e sobrevivi #5

Não gosto de ter muita gente a olhar para mim. Se até não me importava de andar na ginástica,  já não posso dizer que achava muita piada a combinarem-me um boné amarelo do avesso com calções de lycra cor-de-rosa e fazerem-me dançar em frente da vila inteira. Ainda hoje não acharia piada. 
E atenção: fujam! Pelo que vejo nas internetes cheira-me que o calçãozinho de lycra está prestes a fazer um comeback.

(Yours truly é a que está a dançar o bicho se sapatilhas pretas)

Turn ons II (E eu nem sou grande estratega nisto)

Homens compenetrados a jogar xadrez é pornografia para mim. É algo que não consigo explicar, mas acho extremamente sexy homens que saibam jogar (mesmo) bem e ignorem as restantes pessoas durante uma partida (abrir parêntesis para uma nota: o mesmo não se aplica a jogos de computador). Contenho-me, mas esta idiossincrasia tem contornos doentios. Não importa a idade nem aparência do jogador, desde que encurralem a rainha do adversário com jogadas improváveis ou saibam desde o início por onde guiar o cavalo para fazer cheque-mate. rrrrrr... a arrogância de quem sabe.

Me want

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cresci nos anos 90 e sobrevivi #4

... mas por pouco. Tudo graças a essa coisa chamada publicidade que nos faz espumar da boca com o desejo de possuir coisas inúteis. É especialmente repugnante quando dirigida a crianças, influenciando directamente a sua saúde.


Para encher uma coisinha destas, comia quase diariamente pacotes de batatas fritas. E nem falemos daqueles meses em que só lanchava bollycaos para completar colecções que iam de cães ao Hugo, com 50 cromos de cada vez. Sem contar com cromos repetidos, uma criança teria de comer 50 bollycaos para encher a caderneta. 
"Foi por isso que deixei de ter amantes"

Marry me!