Por norma rio-me com os geeks que se vestem como as personagens que veneram. Rio-me pelo ridículo e rio-me porque invejo a coragem de ignorarem os olhares alheios. Se eu sonhasse sequer que gostaria de me ver num destes fatos, já não saia de casa de outra maneira.
domingo, 31 de julho de 2011
Cresci nos anos 90 e sobrevivi #3
Este post serve como adddedum à questão da Barbie. Como não há bela sem senão, lembrei-me que tive dois Kens. Depois de quase 10 minutos de pesquisa, cheguei à conclusão que tinha o mais gay e o mais másculo da história da Mattel.
O primeiro era o Hollywood Hair Ken. Sim, tive ainda tive um Ken que não tinha cabelo a sério. Mas em contrapartida tinha estrelas à volta da cabeça (e juro que não estou a gozar). Peço ainda que atentem nas calças com estrelas e sapatos da tropa dourados.
O segundo era Cool Shavin' Ken, machão de estilo descontraido a atirar para o vagabundo que dava às meninas a hipótese de lhe fazerem a barba.
E até aos dias de hoje adoro gays e homens com barba por fazer (heterosexuais imberbes que me perdoem). Obrigada Mattel.
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Cresci nos anos 90 e sobrevivi,
Nostalgia
Adoro publicidade antiga
(Se bem que daqui a uns anos a próxima geração estará a rir-se por termos comprado coisas pulseiras power balance)
Os anúncios antigos da colgate são das coisas mais lindas e insultuosas de sempre. Partem do princípio que toda a gente tem mau hálito e consecutivamente não consegue singrar na vida amorosa. Mas os dramas do coração estão prestes a ser resolvidos com colgate.O desfecho é sempre o mesmo, mas os pretextos que usam para lá chegar são hilariantes.
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Vintage
(Não querendo insultar ninguém)
The Cleveland Show é das séries mais sem graça que já me passaram pela frente. Satirizar é diferente de usar saloios ocos a debitar "piadas". E a sério que ainda fiz um esforço para gostar.
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Secção "longe daqui se faz favor",
Séries
sábado, 30 de julho de 2011
Cresci nos anos 90 e sobrevivi #2
A minha infância resumida numa foto:
1 - Penteado: durante os meus verdes anos, não usar o cabelo na frente dos olhos era sinónimo de me agarrarem num bocado de cabelo e prendê-lo com um elástico mesmo no cimo da cabeça, a dar um efeito de palmeira.
2 - Havia uma obsessão generalizada por golas. Quanto maiores melhores. No inverno vestiam-se as camisolas mas, obviamente, a camisa que estava por baixo tinha de ter uma gola que cobrisse - pelo menos - os ombros. Isto aplicava-se a toda a indumentária. O meu fato da primeira comunhão era este vestido branco adornado com um babete cor-de-rosa.
3 - Eu tive uma Barbie troll.
Não sei se alguém que leia isto teve uma, mas eu relembro. A Barbie troll tinha brincos quase do tamanho da cara com os ditos bonecos. As calças e as mangas da camisola tinham um padrão composto por trolls em actividades recretivas num fundo preto. Acho pertinente falar sobre o assunto, para mostrar provas em como não estou louca na eventualidade do tema algum dia vir à baila.
Ah... doces anos 90.
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Cresci nos anos 90 e sobrevivi,
Nostalgia
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Por falar em viagem aos anos 90, acho que vou mesmo ter de postar as fotos do casaco de pêlo de carneiro que a minha mãe me fez usar durante anos. Quando deixou de me servir, a minha irmã passou pelo mesmo fado.
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Nostalgia
Cresci nos anos 90 e sobrevivi #1
Encontrei fotos de quando era pequena e chego à conclusão que as crianças (enquanto crianças e não em depois de crescerem) hoje em dia têm a vida bastante mais facilitada. As matérias da escola são mais fáceis, e as roupas já não têm aquele resquício estilístico dos anos 80. Olhando para estas fotos recordo uma das coisas que nunca perdoarei à minha mãe: ter-me obrigado a andar nas marchas da escola. Ia contrariada, mas um vhs perdido algures - e que esperemos nunca venha a ser encontrado - mostra que eu era claramente aquela que mais dava à anca. Exageradamente
(Entretanto a árvore da primeira foto já não existe, assim como aquela casa em ruínas ao lado, e fizeram uma fonte simpática e um parque para a garotada. Já não há sombra nem gincanas, mas o largo da igreja tornou-se num espaço bastante mais acolhedor.)
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Cresci nos anos 90 e sobrevivi
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Ando com imensa vontade de rever Kubrick. Mas olho para a estante e nunca me consigo decidir por qual começar.
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Filmoteca
quarta-feira, 27 de julho de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Hoje encontrei o diário dos meus 12 anos
As páginas continuam perfumadas, mas ao lê-las, um misto de nostalgia e embaraço pela minha escrita emergem. Juro por deus que me apetece voltar atrás no tempo num DeLorean e dar um par de estalos àquela rapariga. A título de exemplo (erros ortográficos intencionais):
"23 de Outubro de 2000 (segunda-feira)
Querido diário hoje tive teste de Geografia, que me correu muito bem, e tive furo a História. Ás 7:00 tive grupo de jovens, onde estavam colegas da minha turma, incluindo o rapaz de quem eu gosto à muito tempo que é o xxxxxxxx xxxxxxxxx. Á noite vi os ficheiros secretos, mas também me doíam as pernas.
Até à próxima
Eu gosto bastante do xxxxxxxx"
O debitar de informação inútil e irrelevante era obviamente registado com uma caneta de cor dourada. Esta visita ao meu umbigo aquando criança faz-me lembrar os blogues no geral. E o tipo de escrita remete-me para alguns blogues com que de vez em quando me deparo. Aquelas pessoas ainda escrevem como eu escrevia aos doze. Será que sem me aperceber também o faço? Qual o meu nível de pretensão por achar-me no direito de ter um espaço público para desabafos? Neste momento sinto-me embaraçada ao ler aquelas coisas, que apenas eu sei. Vale a pena registar o presente para no futuro sentir constrangimento com o passado? Não haverá coisas que ficam melhor enterradas? Este espaço já desempenhou por tantas vezes a função de catarse. Fuga momentânea, mas com a qual posso sempre contar e que me dá a sensação de estar a comunicar, algo que nunca me foi fácil. Talvez seja essa a diferença entre um diário pessoal e um blogue pessoal, saber que não sou a única pessoa que tem a chave.
***
E um aparte: a minha letra era medonha.
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Querido diário
domingo, 24 de julho de 2011
Ainda sobre a Amy
(Mesmo não sendo a minha intenção, creio que não conseguirei fugir ao tom de julgamento)
Quando a minha irmã irrompeu pelo quarto ontem à tarde a dizer que a Amy Winehouse tinha morrido respondi "a sério? Deixa-me acabar de ver o filme". Era uma boa cantora sim, mas à parte de fazer anos no mesmo dia que eu, não me dizia muito. A revelação que a música "rehab" era mais literal do que inicialmente supunha criou naquele momento uma barreira que impediu ver o seu potencial enquanto cantora, mostrando apenas a crescente degradação do seu estado. Esta coisa das drogas pesadas está muito demodé. Houve quem conseguisse exorcizar os seus demónios e deixar grandes obras desta forma. Para esses parece que conseguimos arranjar desculpa, por nos terem de alguma forma tocado com a sua dor. Contudo, não passam de drogaditos. E a Amy era uma drogadita que não conseguia aguentar-se em pé para dar um concerto completo. O ser artista já não é desculpa para tudo. A morte de uma pessoa que tinha amor à vida e morreu estupidamente por causa de um pneu furado choca-me mais do que a de alguém que já há muito desfilava em modo zombie, afastando todos à sua volta. Talvez esta alienação seja a causa da sua morte, a falta de um anjo da guarda que a pegasse ao colo no segundo antes de embater no fundo. Caiu, mas nunca conseguiu levantar-se - nem parecia querer fazê-lo - e já dizia a Jane "a quem quer morrer nem pela alma se lhe reza".
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Gone not forgotten
sábado, 23 de julho de 2011
Depois de tanto esforço, parece que Amy Winehouse se juntou ao Clube dos 27.
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sexta-feira, 22 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
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