segunda-feira, 18 de julho de 2011

Vamos resumir o SBSR

A desilusão: The Strokes
Excelentes concertos que talvez fossem melhor aproveitados fora do contexto festival: Portishead, Elbow e Beirut
Concerto revelação: Lykke Li
Concerto de topo: Artic Monkeys
Banda que todos deviam ver ao vivo antes de morrer: Arcade Fire

domingo, 17 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Os males do facebook:

- Estremeço cada vez que aparece uma notificação a dizer "Etelvina Armanda identificou uma foto tua". Por norma estou com ar de (ou efectivamente) bêbada.
- Volta e meia extravia as mensagens enviadas de forma privada, ainda assim:
- Vejo actualizações dos comentários de amigos a posts de pessoas com quem não estou conectada. Adoro cuscar, mas parece-me abusivo que gente que eu não conheça tenha acesso às minhas entradas..

terça-feira, 12 de julho de 2011

Como é que eu sei que na minha cara se lê "encalhada"?

Conversa pelo chat com um dos elementos de um dos casais que também vai acampar, e a quem não vejo há coisa de 2/3 anos:
Orlando: Nós vamos tentar fazer pouco barulho... mas não posso prometer nada, pelo menos ao deitar e acordar...hehehehehe
Eu: Está bem. Em todo o caso tenho tampoes de espuma para os ouvidos
Orlando: hehehehe... e talvez tenhas sorte tambem...
Eu: ?
Orlando: Com algum gajo pa.

Me gusta!

Se eu algum dia usar aliança ...

... é isto que vai lá estar gravado.

(Ignorar o formato do anel)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mata d'Aire - o segundo dia

Por esta altura estão na moda os festivais de verão. Mira de Aire não quis ficar para trás nesta corrida de popularidade e por uma quantia consideravelmente inferior, poderiam ter presenciado um corte de electricidade que, apesar de ter durado quase uma hora, não obrigou ao cancelamento de nenhuma banda (sim Alive, isto era para vocês). Além do mais, nem era preciso acampar de véspera para conseguir estar na primeira fila, bastava chegar com uma hora de atraso. Contudo, a falha talvez fosse o menor dos males. Deu-se quando um garoto, que se fazia acompanhar por dois rapazes a tocarem concertina, fazia beatbox e estava prestes a fazer o seu solo (não se alarmem, ele continuou a actuação para o final da noite). Lusco-fusco, ânimos à flor da pele e uns litros de álcool extra vendidos depois (talvez tenha sido uma manobra propositada para as pessoas consumirem mais) a electricidade é reposta. Depois da actuação de mais uns moços da terra, vem aquela fenomenal banda de covers que dá pelo nome de Banda Red. É o trio mais saloio de que há memória. Começam com a música do Dartacão (o pessoal até acha piada a esta parte), mas depois continua com medleys intermináveis de pequeninas partes de músicas conhecidas. Uma espécie de manta de retalhos musical muito mal cosida.


Quando perdiam a cabeça e tocavam músicas com mais de um minuto de duração, faziam paragens à la "nós somos os artistas agora esperem". Caso fosse uma canção que o público continuasse a cantar aquando das aborrecidas pausas, retomavam de onde tinham parado quando podiam aproveitar o entusiasmo das pessoas e não contribuir para a sua quebra.
Foi no meio deste concerto, que ao aproximar-me dos meninos com uma bifana na mão, reparo que um elemento estranho ao grupo está a olhar fixamente para mim com um riso afectado que diz "I'm too sexy for my shirt". Sem saber sequer que eu conhecia as pessoas com quem estava, diz-me:
Right Said Fred: Tás com fome? Não comeste bem ao jantar? - Com toda a compostura que alguém pode ter a tentar dar uma trinca numa bifana sem ficar com o bife inteiro a servir de babete, perguntei se alguém era servido e deixei-o continuar. - Como é que te chamas?
Eu: Débora.
Right Said Fred: Débora? Então és boa pessoa. A minha irmã também se chama Débora. És daqui não és?
Eu: Porquê?
Right Said Fred: Tens cara disso.
Eu: Não.
Right Said Fred: Então és de onde?
Eu: Adivinha.
Right Said Fred: És daqui de perto. Tens cara disso. Alcanena? 
Eu: Não.
Right Said Fred: Então és de onde? - Comecei a rir-me enquanto mastigava a comida e a fazer gestos para ganhar tempo enquanto pensava qual a terra de onde me apetecia ser. - Mais para norte ou mais para sul? - Abanei a mão para cima.
Eu: Porto.
Right Said Fred: Não és nada. Não vinhas do Porto para aqui.
Eu: O São João já acabou. Agora ando atrás das festas.
Right Said Fred: Não tás a falar a sério. - Ar de quem já me topou: - Então és de que zona do Porto?
Eu (semblante sério pela primeira vez, como se a minha vida dependesse daquela verdade): Rua do Campo Alegre, na zona da Boavista. - Ficou a olhar incrédulo. - Fica perto da Casa da Música...
Right Said Fred: Ah... não conheço.  
E apesar de haver quem não concorde, gozar com as pessoas sem que elas se apercebam para mim é uma arte. Não tenho interesse em humilhar ninguém, nem fazer com que se sintam mal, mas dar tanga a desconhecidos que se acham os maiores sem que dêem conta (independentemente de também estarem a gozar comigo ou não), é coisa que me dá um enorme gozo. Mas como o karma não tarda em manifestar-se, no final da noite chega a minha paga.
PA: Posso contar-lhe da aposta?
Eu: Qual aposta?
P.: NÃO!
Eu: Qual aposta? - O PA sussurra ao ouvido da mulher a aposta e pergunta se acha que eu fico ofendida.
P.: Epá, não faças isso!
Eu: Qual aposta?
PA (nada convincente): Que no final da noite íamos ao Papagaio. - A "discoteca" de Mira de Aire.
Eu (comecei num loop qual criança de três anos): Qual é que era a aposta? Qual é que era a aposta? Qual é que era a aposta? Qual é que era a aposta?
PA: Diz-lhe lá. Ela não se vai calar.
Eu: Qual é que era a aposta? Qual é que era a aposta? Qual é que era a aposta? Qual é que era a aposta?
P.: Cala-te!
Eu: Então diz-me qual era a aposta! Qual é que era a aposta? Qual é que era a aposta?
PA: Olha, eu vou-lhe contar.
P. (chateado): Não faças isso.
Eu: Qual é que era a aposta? Qual é que era a aposta?
PA: Ela não fica chateada. Eles apostaram 10 cêntimos em como te conseguiam apalpar as mamas. - Aposta que foi sendo duplicada e que por esta altura ia já em 80 cêntimos. Fiquei desiludida. Estava à espera de algo mais radical. O P. acabou mais envergonhado do que eu ofendida (se bem que 10 cêntimos... olha a auto-estima a chegar ao centro da terra), e acho que me devem um favaios cada um por serem piores que as alcoviteiras. Tenho dito.

Em relação a acampar

Acho que é este ano que enterro os camaroeiros. Se há dois anos já me queixava do estado deles, é indescritível o estado em que estão agora (já estou a ouvir as vozes da Grace e da Jane a gritarem em coro "mas ainda não os deitaste fora?").
Também para a reforma vai a minha mala super amorosa do Snoopy que já se está a desintegrar por dentro. Caros companheiros, esta poderá muito bem ser a vossa última viagem.

Ficarei agradecida

Alguém com (relativa) experiência que me queira dar dicas para acampar? Sobre tudo, desde o tamanho que o saco deve ter para não parecer uma princesinha consumista ao estritamente essencial passando pelas melhores opções no toca a que comida que não me dê uma gastroenterite

domingo, 10 de julho de 2011

Deixa-me adivinhar...

... estreia dia 16 no Japão, mas vamos estar dois anos à espera.


Mais uma vez, adoro a música.
Este vai tanto ser o meu futuro transporte. Pelo menos o penduricalho.

sábado, 9 de julho de 2011

Rabo duro Rabo duro

Já há bastante tempo que não bebia cerveja com a intenção deliberada de me inebriar. Mas a cada dois anos dá-se este momento mágico em que a vila acolhe toda a sua população expatriada e um sentimento misto de "I don't give a fuck" com união chauvinista se instaura. E a partir desse momento até ao final da noite, temos apenas uma certeza: cevada é sinónimo de felicidade e aumento da tolerância a kizomba.
Se há dois anos havia um comboio turístico que passeava pela terra (penso - sem certeza - que apenas funcionava de dia), este ano, para meu gáudio e espanto, vejo um enorme autocarro descapotável branco de dois andares com a função de percorrer todos os bares (quatro bares, três paragens) deixando e recolhendo pessoas. O autocarro estava equipado com colunas que passavam kuduro (não, não é possível escapar) e que me deixou a cantar até ao final da noite "rabo duro rabo duro", um dos grandes clássicos do género que não pode faltar em nestas celebrações.

(Momento "como veria a minha terra se sofresse de gigantismo". Beyond awesome)

Este ano decidi entrar a sério no espírito da festa da caneca, e comprar a minha em vez de esperar que pelo final da noite o P. estivesse suficientemente bêbado para me dar a dele. Foi o melhor investimento da noite. Depois de alguma discussão chegámos a um consenso que deverá levar tanto quanto os copos de plástico normais, mas mantém a cerveja fresca durante mais tempo. Já para não falar que são um amor, e trazem ainda uma fita para colocar ao pescoço para não se perderem quando vazias (algo quase certo).

 

Contudo, as fitas não previnem acidentes. E no meio da "pista" o cuidado tem de ser redobrado para não verem a vossa preciosa bebida a servir como lubrificante para o chão. Entornei a minha bebida e bebidas alheias. Um moço muito educadamente só me lançou o olhar de "vou dar um desconto que a rapariga está bêbada", depois de eu literalmente - por acidente - ter enfiado todo o cotovelo esquerdo na sua caneca. Fui também supreendida por aquele que antigamente era o bully da escola, mas actualmente não tem dentes. Chegou ao pé de mim - para gozar comigo ou com o amigo - e diz:
Ex-bully: Era ela que te queria conhecer. Não o querias conhecer? - Não faço ideia de quem era o outro indivíduo, mas quem sou eu para cortar o ambiente. Liguei o modo sarcasmo bêbado e respondi:
Eu: Taaanto! - O Ex-bully fez um ar de surpresa, mas prosseguiu.
Ex-bully: Estás a ver! Eu não te disse? Como é que te chamas?
Eu: Silly.
Ex-bully: Este é o Jason. Agora têm de dar dois beijinhos. - E seguiram caminho juntando-se aos restantes membros do bando que ainda vivem na ilusão de serem bad boys.
A noite passada serviu também para fazer as pazes com o rapaz das mensagens estranhas, que há uns meses atrás, depois de mais algumas investidas, levou um civilizado "desculpa, mas não estou prai virada" e parece ter ficado ofendido (quando me aproximei só dizia "ela não gosta de mim... mandou-me uma mensagem... ela não gosta de mim"). 
Hoje em dia estou muito mais calma no que toca ao consumo de álcool. Mas confesso que sentia falta destas noites de verão regadas de cerveja.
- Glamorosa, rainha do funk
- Poderosa 
- Olhar de diamante.
- Entre os três sabemos a letra toda.

Glamorosa

Há muito, muito tempo que não me embebedava à base de cerveja. Ou me embebedava de todo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Tinker, Tailor, Soldier, Spy

Juntarem Gary Oldman, John Jurt e Colin Firth no mesmo filme é para mim o equivalente a uma despedida de solteira.

terça-feira, 5 de julho de 2011


Confesso que adoro as versões manga e cartoon network.
Eu: Nota-se que pintei o cabelo?
M.zinha: Agora que falas nisso... parece mais claro. Mas fizeste tipo madeixas?
Eu: Não, pintei o cabelo todo, só  que devo ter espalhado mal a tinta.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Antevejo uma catástrofe

Comprei um creme colorante da L'oreal. O processo de selecção foi renhido. Depois de acabar com dois produtos de marcas diferentes na mão, vi que um deles apresentava noutra caixa a mesma senhora, na mesma posição, com o cabelo exactamente igual mas de cor diferente, e deixei-o ficar. Se não conseguem sequer ser honestos em relação às fotografias que publicitam (ou pelo menos enganar o cliente convincentemente), então esse produto não vai entrar em contacto com o bicho.
As instruções da embalagem aconselham vivamente a fazer um teste de alergia cutânea 48 horas antes da utilização. Apesar de ter a certeza que a maioria das mulheres não o faz, a minha veia hipocondríaca diz-me que entre semanas de comichão e uma espera de mais dois dias, talvez seja melhor esperar. Sou paciente. Fi-lo ontem de manhã, e aquela zona atrás da orelha ainda não sofreu nenhuma mutação. Com a minha inaptidão prejevo momentos trágico-cómicos. Amanhã começa a experiência. Se houver por aqui crentes, peçam uma forcinha ao deus dos penteados fabulosos. Amén

Vestido fetiche


Verdade. Mas há que ter em conta que antes disto estava com as sobras da vela de um barco. E acaba por usar aquele que desde pequena é o meu vestido preferido da Disney: