sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Quando pensamos num povo civilizado...

... eis que amantes de hamburguers sequestram o Ronald McDonald na Finlândia. A título de resgate pedem respostas.


Pessoalmente continuo a gostar muito do meu hamburguerzinho, independentemente de me virem a dizer que são feitos com restos de carne regorgitados por corujas. Mas não tendo bem a certeza até que ponto os raptores estarão a falar a sério, confesso que todo este conceito me deu para rir. Têm momento do crime gravado. 


Mais explicações em freeronald.org.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Um dia deste atento na alimentação

Amanhã sigo para a capital. Mudar de ar, mudar de vontades. A A. vai despejar-me na sexta-feira em Belém na esperança que alguém se compadeça e me adopte. Ou só para comprovar se (ainda) não sofro de Alzheimer. Vou estar perdida por esses lados (e sim, quanto mais perdida mais tendência a embrenhar-me pelos caminhos desconhecidos) enquanto ela faz western blots (não sei ao certo o que isso é, mas acho o nome maravilhoso). Portanto, se virem uma moça muito muito branca com aspecto de turista, unhas azuis e ar de culpa sou eu. Ar de culpa porque há coisa de quatro anos fizeram o favor de me provar que eu afinal gosto de pastéis de nata. E se os pastéis de Belém são o supra-sumo das natas como dizem as más línguas, vai haver uma catástrofe.
Há algum lugar que recomendem (apesar de provavelmente ir comer a quatro ou cinco sítios diferentes para não me sentir açoitada pelos olhares alheios acompanhados de vozes revoltadas que gritam "glutona" em pano de fundo)?

Ao telefone:

Pai: Então, estiveste a ver o teu benfica?
Eu: Oi?

Ó pai... Já passei há muito a fase em que achava que gostava futebol. Há mais de meia década diria. A não ser que haja galinhas soltas em campo ou pessoas inofensivas a correr nuas com uma dúzia de seguranças atrás I care not.

Don't mess with my favaios


A sério? Não podiam comprar cerveja espanhola e engarrafá-la como se fosse sagres? Têm mesmo de me fazer isto?

BoomCase Crush

Quero uma BoomCase. Uma vez que não estou familiarizada com o conceito "travel light" não sei ao certo se sastifariam as minhas necessidades de transporte de bens. Mas são tão lindas (e prometo não fazer uso dos dispositivos de som em exteriores - excepto eventuais churrascadas).





Happy Groundhog Day

Os últimos dias têm parecido todos iguais: pouco produtivos. Já um mês deste ano me foi roubado e começa agora o longo processo de procrastinação até à conclusão e entrega da tese/relatório. 
Mas hoje é o Dia da Marmota. Vamos esperar que o Inverno acabe cedo e venha algum calor. Só algum.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

The Piano

Ver isto:


ao som disto (continua a ser uma das minhas bandas sonoras preferidas):

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Any chimp can play human for a day

Recomendação:

Ouvi este álbum pela primeira vez há uns cinco anos, redescobri-o hoje e voltei a apaixonar-me. Ao cruzar informação apercebo-me que já vi a Jenny Lewis actuar. Jenny and Johnny foram a banda de abertura no concerto dos Vampire Weekend. Apesar de na altura ter achado a voz da vocalista extremamente familiar (a sensação do "será?... hum... não pode ser"), só agora me deparei com essa informação. 

Bom, desfrutem.



P.S. - A primeiríssima música postada neste blog é também deles.

domingo, 30 de janeiro de 2011

"Jusqu'ici tout va bien"

Backgrounds que convergem numa sociedade em queda livre. O que fica à imaginação. Mas sobretudo circunstâncias que nos prendem e moldam sentimentos.

  

Duas semanas depois

Quero agradecer aos meus glóbulos brancos o impecável trabalho a sarar o meu dedo mindinho do pé direito (sem haver sequer sinais de cicatriz) apesar de vos alimentar à base de junk food e refeições pré-congeladas do pingo doce.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Let's give it another try

oaParece que esta sexta vai ser noitada em Lisboa. Wweeeeeeee (este "Wweeeeeeee" é o dar uma nova oportunidade à noite na capital depois da fatídica passagem de ano).

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dos estágios

Há textos que nos fazem pensar e este é um deles.

Estágios curriculares. Depois dos últimos seis meses acho que já posso tecer o meu parecer sobre a matéria e de certa forma desculpar-me por o ter feito para terminar o mestrado. Se tivesse caído na ilusão de tentar agarrar alguma coisa na área já depois de canudo na mão não sei até que ponto esta não teria sido uma das tentativas feitas.
Nestes casos, além do facto de se ter recursos ou não, está em causa a ética (e não sei até que ponto legalidade) das empresas. Por Portugal, pela quantidade revoltante de anúncios que aparecem no carga de trabalhos e sites do género a pedirem estágios curriculares não remunerados, acho que está a aumentar o princípio de ter uma parte substancial da equipa de trabalho de borla. Querem trabalho sem terem de o pagar. Seria o equivalente a querer contratar uma mulher a dias mas dizer "olhe, como não conheço o seu trabalho, fica à experiência durante 3 meses e depois pode ser que a contratemos", e no final do tempo de teste substituem-na por outra que mais ou menos bem desempenhará as mesmas funções. E sinto que me mentiram. Que os meus avós queriam que eu estudasse porque isso me garantiria um futuro, mas esse era o futuro de antigamente, quando a maioria da população era iletrada em vez de licenciada. Eu sou pela educação. Nunca há demasiada conhecimento para uma pessoa. Mas esse não parece ser o caminho para a estabilidade.
Se desemprego é uma realidade, a exploração que dá a ilusão de uma oportunidade pode ser ainda mais asfixiante. Os estágios curriculares trazem sempre encargos (existem no mínimo despesas de deslocação). E sem qualquer apoio, com a mesma facilidade com que entrámos voltamos à estaca 0. Isto leva a pessoas a quererem uma oportunidade, a esforçarem-se tanto ou mais como os trabalhadores "oficiais" de uma empresa e a não receberem sequer um agradecimento por meio ano dispensado a ajudá-los a crescer. Mas quando não há uma aposta nos recursos humanos, esse crescimento não pode ser linear. A constante troca do staff provoca instabilidade que se reflectirá no produto final. O que gera um crescente ciclo vicioso: as empresas em crise não contratam -> as pessoas não têm emprego* -> sem emprego não há dinheiro -> sem dinheiro não há poder de compra -> sem poder de compra as empresas ressentem-se -> não contratam pessoas (o que afecta o produto final) -> e damos assim a volta à marmota que fica mais mirrada a cada dentada.
As máquinas sozinhas não trabalham, e no que toca a trabalho criativo (mesmo que ultra-limitado por regras sem sentido pré-definidas) não há duas pessoas iguais. Muito me surpreenderei se quem opta por esta estratégia conseguir singrar.


*distinção entre emprego e trabalho uma vez que os estagiários trabalham mas não têm trabalho no sentido de emprego.

You gotta love men


Afinal não é uma questão de confiança e respeito, mas de género.

(Para colegas de curso)

Aconteceu. O Homem adicionou-me no facebook. Eu era uma das últimas puras.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Yasmin Levy

Venho agora do concerto da senhora e foram quase duas horas de pranto. Mas superou em muito as minhas expectativas.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Estão todos aqui

Há tantas pessoas de quem sinto falta mas a quem nem sempre confesso as saudades que tenho. Pessoas do passado, do momento, que ainda nem conheci e outras que amanhã podem estar além da distância física. Há cortes. Sem razões lógicas acontecem. Há pessoas de quem nos lembramos pelas piadas privadas e situações caricatas vividas em conjunto, cuja recordação arranca sempre um sorriso. Há descobertas, que cativam, que fazem querer saber mais e ser melhores. E há perdas. E hoje acordei assustada com isso.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Perfeito. Nas últimas 24 horas revi temporada e meia de Sexo e a Cidade (the Aidan season) e agora aparece-me no e-mail spam de agências de casamento. Solteiras estão fora de moda. Got it. Mas se não envio contactos de advogados a gente casada, porque tenho de receber este tipo de spam (que agrupo na mesma categoria dos e-mails que oferecem desconto em viagra)?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Comer arroz de pato à 4 da manhã também resulta bastante bem para evitar ressaca.

sábado, 22 de janeiro de 2011

(No que toca a sensacionalismo)

A tvi consegue sempre exceder-se. Transformam uma reportagem sobre corrupção num filme comercial de nome "Abutres" com a música do Padrinho de fundo. High Five

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

If Marilyn could...

... why can' I? McCoiso Bacon sem molho please.

 (Look at how she turned out, woman!)

Marilyn Monroe por Phillippe Halsman 
(The Jumpology guy)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

(Vá, é a última) Apelo ao sexo seguro e um pedido de desculpas pela piada seca

O que acontece quando um leão, um lince e uma onça se envolvem num ménage sem usar protecção?
Acontece o Lyonce.

Também quero falar da piquena

Esse messias que dos céus caiu para atravessar um longo calvário com início na sua nascença pela falta de preocupação dos pais. Sim, a pequena Lyonce nasce com a cruz de tão pesado nome, símbolo do ódio que os seus progenitores por si nutrem. Essa é a única explicação para tão cruel acto. Isso ou foram educados num regime caseiro e não estão familiarizados com o termo bullying. Se não conhecem vou tentar simplificar. Bullying é a vida. É a violência física e/ou psicológica que deixa marcas. Em pequena não havia nome para os meninos maus, mas como hoje em dia querem tudo preto no branco adoptam estrangeirismo. Trata-se de uma vasta cadeia alimentar que vai do mais forte para o mais fraco - não havendo ninguém abaixo,ou são comidos, ou descontam nos pais que se interrogam "mas que mal te fiz eu?" e a criança não sabe ao cero a resposta, mas o seu subconsciente responde: "sei lá... não me deixas comer gomas porque dizes que estou gorda... e chamaste-me Lyonce". Este é desporto de recreação de 90% dos garotos que precisam de - literalmente - nada para gozar. Factos: um nome comum como Ana pode ser inserido numa frase com "cara de banana" ou "faz chichi na cama" entre outras variantes mais ou menos ofensivas que nem têm de rimar. Apenas ofender. Se qualquer nome que será invariavelmente alvo de chacota, porquê piorar a existência de uma criança fazendo com que tenha que repetir o nome 5 vezes cada vez que conhecer potenciais amigos? É simples crueldade. Onde anda a segurança social?
Mas o nascimento da pequena Lyonce não será em vão. É tudo em nome de um bem maior. A profeta abre novas portas e possibilidades a pessoas normais (por pessoas normais entenda-se pessoas que não têm o rendimento de um jogador de futebol) que queiram passar um atestado de desresponsabilização pelos seus rebentos. Como este nome passará a constar do registo civil, qualquer entidade parental poderá chamar o/a seu/ua filho/a de Lyonce (o nome é bastante unisexo - se bem que no caso de um rapaz o bullying passará por anos encolhido no chão a tentar amenizar os pontapés dos colegas de recreio).
Se camões se referia a Inês de Castro como aquela "que despois de ser morta foi rainha", Leyonce seria "aquela que antes de nascer foi mártir".

Sinto-me traída

E dizem que a Anne Hathaway vai fazer de Catwoman. Ai que dor! Depois de a ver como Rainha Branca chata, inexpressiva, irritante e assexuada não sei a consigo imaginar com com o misticismo e sex appeal de Michelle Pfeiffer ou Halle Berry (o filme era mau, mas dêem um micro fato de cabedal à senhora que ela trata do resto). 
Neste momento teremos de depositar a nossa fé em Mr. Nolan e esperar que ele faça com a moça o  que fez com o Joker... em feminino.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Coneja de la Mancha

Quando olharem para mim de lado quando disser que vou ao cinema/ concertos/ McDonald's sozinha citarei Cervantes:

"- (...) no se ha de decir por mí, ahora ni en ningún tiempo, que lágrimas y ruegos me apartaron de hacer lo que debía a estilo de caballero; y, así, te ruego, Sancho, que te calles".

in Don Quijote de la Mancha, Miguel de Cervantes

Se houver um resquício de espírito natalício...

peço que o meu pai pare de fazer forward de todos os e-mails que recebe com apresentações em powerpoint a falar do preço do petróleo ou com títulos majestosos como "Mensagem Linda" e "Que canta los poetas andaluces?" (tive a triste ideia de abrir este último). Por agora é só isto.