sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Para que não falte nada...

... o loop da semana.


Até para o ano.

Desejo...

... que todos dêem a volta ao que esteve errado em 2010. Feliz ano novo.

2011

Há coisa de um ano lembrei-me de fazer resoluções. Daquelas que nos vão mudar a vida ou tornar melhores pessoas. A última resolução era confirmar se de facto o plano foi para a frente ou se me baldei. Portanto, vamos a uma análise.


- Ler mais; Done

- Comprometer-me mais; Semi

- Acabar de ver os filmes do top do imdb (consta que faltam 60); Faltam 24. Mas não faz mal. Vi bons filmes que não vêm em listas e revi alguns do top dos quais já tinha saudades. Semi

- Definir definitivamente se continuo com o cabelo curto ou se lhe dou uma oportunidade de crescer; Oportunidade de crescer. Done

- Ir aos saldos a Barcelona ou Valência; Valência. Done

- Voltar a fazer exercícios de yoga esporadicamente; 100% fail

- Tentar ter um pouco mais de paciência com a minha mãe100% fail

- Conseguir ter aquelas explosões (não me refiro a peixeiradas) que toda a gente menos eu consegue ter; Para lá caminho a passos largos. Semi

- Ser mais directa; Semi

- Verificar se daqui a um ano cumpri algo daquilo aqui supracitado. Done


De 10 resoluções 2 foram fracassadas, 4 foram cumpridas, e 4 ficaram a meio gás. Para 2011: traçar objectivos, esforçar-me por ser melhor mas sem fazer resoluções.

A saga dos transportes

Objectivo: apanhar o expresso das 10h.
Como o autocarro até à estação de expressos se demorou, só cheguei a tempo de apanhar o das 10h30.
Eu: Então e sai de que linha?
Senhor da bilheteira: Nós depois avisamos.
Na sala de espera - que mais parece um campo de refugiados - esperei com uma dor de cabeça que começa a tornar-se mais forte até ouvir anunciar o meu transporte. Levantei-me, e vejo a viatura 50 já a sair pelo buraco que dá lugar a um mundo mais solarengo. Corri. Não sei bem porquê, mas corri. Contudo, a trolley a virar e as outras duas malas a enrolarem-se nas pernas não ajudaram. Lá se foi o menino, agora é só mais hora e meia de espera. Vai ser um dia espectacular. E produtivo.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

I'mma kill someone

Depois de mais um dia de 12 horas de trabalho chego a casa, entro no quarto e sinto um forte odor a tabaco. Por forte refiro-me àquele cheiro concentrado de cinza e beatas dos cinzeiros. O filho da puta do trolha - contra quem todas as moças do prédio têm queixas, mas que a senhoria não despede porque apesar do seu comportamento incorrecto e trabalho mal feito (nem falemos da prateleira no quarto da açoriana) não tem quem lhe queira dar trabalho - com uma casa de 5 quartos, duas casas de banho, uma sala, cozinha, marquise, corredor de meio quilómetro e varanda, achou por bem ir fumar no quarto da única pessoa que esta semana está a habitar o piso: eu. Chamem-me antiquada, mas nunca me habituei a ter as portas trancadas à chave. Fechadas sim, mas não trancada. 
1 - Porque os meus pais nunca me deixaram a mim ou à minha irmã ter a chave da porta do quarto. 
2 - porque por não estar habituada perco meia-hora a abrir a porta e isso costuma calhar sempre em dias nos quais tenho urgência em ir à casa de banho para evitar um dilúvio. 
3 - Assim como não meto o nariz em quartos alheios, parto do pressuposto que o resto das pessoas tem o mesmo respeito. Aparentemente não. O trolha não se podia ter limitado a fazer o trabalho dele, e fumar na varanda ou até - assim na loucura - na cozinha. Não. O meu quarto deve ter um apelo especial. Liguei à senhoria. Sou a única inquilina a quem ela não liga com frequência porque já sabe que não tenho muita paciência e quando a iniciativa de contacto parte da minha parte é para relatar o mau funcionamento de algo (ou alguém). Com o tempo que tem feito, por lapso (senilidade é fodida), não tenho deixado a janela aberta. Vejo-me portanto perante duas opções. Ou entrar em hipotermia durante a noite, ou morrer asfixiada. A quem estiver a pensar "ih coitadinha, só se sabe queixar" digo: o que me deixa mesmo frustrada é a falta de respeito por um espaço que estou a pagar e que sem informação prévia ocasionalmente vira sala de chuto.
Obrigado

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

I think this is the beginning of a beautiful friendship


Depois de mais uma intensa análise de preços e características acho que a escolha final recai sobre o SamsungYP-R0. Apesar de neste caso preferir o preto, o rosinha é mais barato. Venha ele.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

É esta semana

Tem de ser. Tenho adiado, mas não dá mais. Preciso de um leitor mp3. Apaixonei-me há muito pelo ipod (toda a gama do touch ao antigo da rodinha) mas o orçamento diz que não dá para isso (caso alguém esteja a pensar deitar fora o seu ipod - altamente provável - que mo envie acondicionado para A toca). Vamos então aproveitar um voucher fnac ofertado pelo natal e investir nas marcas brancas.


Caso tenham sugestões dentro de preços razoáveis agradeço a dica, mas do que vi até ao momento acho que vai ser o Zipy Albatroz. Escolher entre amarelo azul e rosa vai ser outro drama.
O ano novo avizinha-se. Prevejo-me em frente à televisão com uma garrafa de favaios a ser visitada pelos espíritos das passagens de ano passadas, presente e futuras. Visitas induzidas pelo álcool. Ou sono.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Não sei se é a falta da school break, mas tive ao longo do dia a sensação que já era 2011.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Televisão ligada no VH1 e acabo de me aperceber que os Take That voltaram. Com Robbie Williams e tudo. E a questão que não sai da minha cabeça durante 3 minutos é: Porquê?

sábado, 25 de dezembro de 2010

Qualquer dia é um bom dia para iniciar conflitos

Pela nossa vida passam todo o tipo de pessoas. As que nos marcam, as que estão em banho maria e temos uma vaga ideia da sua existência e as que de facto não gostamos. Se há muitas que se enquadram nesta última categoria, só há uma que eu posso afirmar que odeio. Uma única pessoa que se estiver a meu lado e eu calhar ter uma arma de fogo sou capaz de lhe deixar um buraco entre os olhos. Malogradamente essa pessoa calhou ser da minha família. A conselheira que influencia a minha mãe. A mulher que a quer virar contra as filhas, e se mete em assuntos que não lhe dizem respeito nem remotamente. Não é capaz de um gesto altruísta que não esconda alguma segunda intenção, e este ano ganhei um par de tomates para dizer "não me sento a comer uma refeição na mesma mesa que ela". A minha mãe pergunta-me indignada porque não almoço com uma pessoa que 70% das vezes em que me dirige a palavra o faz em tom de ameaça e eu sinto a necessidade de me começar a proteger das serpentes que tentam deixar os seus ovos nesta casa, já que ela está demasiado envolvida para o fazer. Cega talvez seja a palavra. Prendas envenenadas que carregam para sempre o peso de "mas quando eu te dei x não te queixaste" posso viver sem elas. 
Há que continuar. Os votos de hostilidade serão renovados na próxima páscoa e natal. 
E sim, para quem quer saber, esta é uma das principais razões pela qual eu já não gosto do natal.
O natal não tem coisas boas? Tem. Mousse de chocolate ao pequeno-almoço.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Uma rapariga que entrou um ano depois de mim no meu curso pediu-me ontem informações sobre o local onde estou a estagiar porque ia hoje fazer uma entrevista. Por a conhecer, senti-me na responsabilidade de lhe contar o que se por lá passa. Mas sem me precipitar adiantei "vai à entrevista, não estejas nervosa, eles agora precisam de pessoas - carne (escrava) fresca - por isso ficas quase de certeza. Prefiro falar contigo depois para não te influenciar". Como eu previra ela ficou logo, e tirei meia horita para a pôr a par do que é de facto aquela empresa. Não a quis desmotivar, apenas lhe a preveni com os conhecimentos adquiridos ao longo de quase 6 meses, como gostaria que tivessem feito comigo. Disse-lhe "vem para cá, mas continua a procurar alguma coisa". 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Por ter trabalhado das 8 da manhã às 8 da noite achei-me no direito de comer uma francesinha apesar de não ter tempo de a digerir propriamente antes de adormecer. Receio vomitar se adormecer de barriga para baixo.
Quando a seta roça o vermelho, deve-se parar. Desperdiçar francesinha é um sacrilégio. Mas há casos em que uma consciência pesada é o caminho mais saudável.

sábado, 18 de dezembro de 2010

R.I.P.

Ontem os três estaloras resolveram jantar no shopping. Mesmo depois de já ter jantado e comido de sobremesa uma salada de frutas, o meu estômago implorava por um McFlurry Magnum. Fui com o Edu ao balcão do Macdonald’s e pedi:
Eu: Queria um McFlurry Magnum.
Funcionário: Flurry de Magnum… Magnum já não há.
Eu: O QUÊ? – Pequeno outburst. O funcionário de ar geek olhou para mim com um certo receio. – Está a falar a sério?
Funcionário: Mas tem de oreo…
Edu (baixinho): Não diga isso que ela não gosta de oreo!
Funcionário: Tem de ore...
Eu: Mas acabou mesmo? Então não quero nada. Nunca mais cá venho.
Edu: Não ligue. É que ela gostava mesmo do de Magnum. – O rapaz ligeiramente mais aliviado começa a rir-se e tira o pedido de Edu enquanto eu olho incrédula de boca aberta para a publicidade dos McFlurrys.
Eu: Mas olha, não há mesmo!!! – A esta altura já o funcionário se dobrava com as dores abdominais provocadas pelo riso, quando a gerente com ar repreendedor intervém.
Gerente: O Flurry de Magnum já não há. Pode perguntar no site porque é que o tiraram de circulação e pedir que volte. Se houver muitas pessoas a pedir eles repõem.
Isso não serve de consolo para a perda do meu solitário amigo que ouvia sem queixas as minhas mágoas e por quem eu nutria aquele sentimento de “obrigado por existires”. Agora não sei se o voltarei a ver, e apesar do pouco tempo que passámos juntos já lhe sinto a falta. Sê livre, e transmite os teus princípios de alegria a outra alma perdida.

Forever yours,

A gerência

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

What you get is not always what you see

Defeitos. Carregadinha deles. Uns inatos, outros adquiridos por hábito ou idiotice. Mas um dos defeitos que mais influencia a minha personalidade é o medo da confrontação. Fui educada de forma a ter opinião. Desde que não divergisse da dos meus progenitores. Ser uma menina bem comportada que acena sempre que sim com a cabeça e responde sempre "obrigado". Com a educação sem reivindicação vêm vários sapos. Sapos que tenho de ingerir e me deixam mal-disposta. Doente comigo mesma. Ao longo dos últimos anos tenho tentado procurar uma cura. Faço amizades instintivamente com pessoas problemáticas que vêem em mim um ombro e em quem eu vejo uma parte do que gostava de ser. E apesar de toda a evolução que tive, sobretudo ao longo do último ano, ainda não é suficiente para dizer "vão à merda e resolvam os vossos problemas como adultos" quando me colocam no meio de um conflito directo entre duas pessoas que fazem com que caganitas de pombo sejam um problema à escala de uma guerra civil.
Sabemos que a existência de algumas pessoas - digamos arhhh... chefe - não se justifica quando entram numa sala como se tivessem tido uma epifania de vida depois de ouvir a nova música dos Black Eyed Peas - cover do Time of My Life do filme Grease (em certas cabeças John Travolta e Patrick Swayze são a mesma pessoa) - e fazem questão que a mesma (mesmo sem cedência de direitos) seja incluída em 90% dos trabalhos.
(Don't even get me started on Kate Perry)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Blake's got a new face

Deu-nos Peter Sellers na Pantera cor-de-rosa, e pequeno-almoço at Tiffany's, casou com Mary Poppins e hoje deixou-nos. E  eu gostava mesmo do homem. So long Blake Edwards...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

I need a win today

Hoje é o vai ou racha. Dormi mal a pensar no que tenho a fazer, e se a patroa insistir em ver um trabalho por terminar e disser que vai para o lixo - de todas as palavras da língua portuguesa, escolhe dizer que vai mandar o trabalho de cinco pessoas não remuneradas para o "lixo" - porque me contive nas piscadelas desencadeadoras de ataques epilépticos que ela adora, vou agarrar na minha trouxa e vou-me embora. Estou há 12 horas a rever a cena na minha cabeça. 
Inhale
Exhale
Upward facing dog
Downward facing dog

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Como se alguma coisa estivesse prestes a correr muito mal...


Keiko Tsushima em Os Sete Samurais

After all we're just human

Sinto que hoje abati um elefante que esperava ansiosamente há muito tempo ser apanhado a espreitar por entre os arbustos. Apesar do tamanho, ignorá-lo sempre pareceu a solução mais óbvia e fácil. Mas é já inverno e com a estação despiu-se o arbusto. Ali estava ele. Grande e tão assustado como nós, à espera de aprovação, integração e perdão. Sente-se culpado e não sabe ao certo porquê. Tem vergonha de ser confrontado, mas não esperava ouvir as duas versões. Mas soube então que podia ir livre de consciência, sem necessitar de se voltar a esconder.

Os desabafos sabem bem - contados ou ouvidos/lidos. Não tens de te sentir culpada. E não tens de sentir a necessidade de te justificares, muito menos a mim.
Concentra-te na felicidade e esquece o que passou. Enquanto os outros falam, continuas a dormir aninhada, e esse apoio é maior que mentiras e rumores. De arbusto em arbusto vamos enfrentando os nossos medos.

À Eva

Quit emotional eating

As minhas calças acabam de me dizer que engordei. Putas!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Num dos distantes e solarengos dias de verão o meu coordenador disse que a empresa dava sempre a semana entre o natal e o ano novo aos funcionários. Esqueceu-se de mencionar que a empresa por funcionários não entende estagiários. Depois de uma reunião com a patroa chegou hoje à sala "têm de fazer isto. Há trabalho no fim-de-semana, quem é que pode? Mas também tenho boas notícias. Ela deu o dia 24 e 31 aos estagiários". Obrigada por esse grande favor. Também nos queria na noite de 24 a embrulhar bombinhas de mau cheiro para os seus grinchezinhos? Andava a contar com esta semana! Tinha planos. Rever a saga do Star Wars em seis dias, em casa, onde tenho um dvd ligado a umas colunas mais ou menos decentes.

Natividade ainda mais destruída e fim-de-ano sem quaisquer perspectivas. Nada de planos nem ideias nem local nem pessoal. Que se salve 2011.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Manoel de Oliveira completa 102 anos e eu talvez aproveite para ver Aniki Bóbó numa sala de cinema.