segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Hot flashes?

Adormeci com pijama e acordei sem ele. Acho que fui visitada pelo espírito dos afrontamentos futuros.

sábado, 4 de dezembro de 2010

A campanha de sapatos que até os meninos vão gostar

"Portuguese Shoes, the sexiest industry in Europe" é a campanha arrojada que sairá no próximo mês para promover o calçado nacional. Até agora saíram 6 das 12 fotografias online, e tenho muita curiosidade em ver o resto.


Quanto ao sapatito propriamente dito posso ficar com os dois pares de baixo que (salvo erro) fazem parte da colecção Primavera/ Verão 2011 do Luís Onofre - independentemente de conseguir ou não andar com eles.



Alas!

9h30 da manhã, navegando na internet, minding my own business quando, de repente, se abre a janelinha do chat do facebook. Penso e profiro repetidamente em voz baixa "eu vou matar o Syd! Eu vou matar o Syd! Eu vou matar o Syd!". O Y. se lembrou de meter conversa. Uma descrição à Eça de Queirós sobre como se esqueceu da chave e ficou trancado fora de casa, comparando-a ainda a outras semelhantes situações anteriores. Como se a história não fosse suficiente tortuosa, ainda é descrita com erros graves ortográficos.
"Eu vou matar o Syd! Eu vou matar o Syd!"

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

You've got to be kidding me

Acordo com uma mensagem que tem um horário detalhado de actividades das quais vou destacar "beijar; dizer que te adoro; namorar; fazer sexo; fazer amor" e termina com "a que horas gostavas de estar comigo". Fiquei a olhar para aquilo durante um bocado e a pensar "sei que acabaste há pouco tempo com a tua namorada, mas vamos sossegar o pinto e procurar uma outra fonte de sexo para essa sofreguidão toda". Tendo a mensagem sido enviada por volta da 1 da manhã - possivelmente impelida pelo álcool - achei que seria melhor ignorá-la para evitar futuros constrangimentos, a minha alternativa à resposta "epá, desculpa mas não vai dar" (que não consigo formular sem que soe presunçosa ou ofensiva).
Se o dia começou de forma estranha, terminou pior. Chegada ao Porto carregada e sem ter ainda carregado o passe para Dezembro, achei que seria boa ideia apanhar um taxi. Dirijo-me ao primeiro da fila, e ao dar a minha trolley ao homem, pareceu-me reconhecer aquela cara. Foda-se! Era o taxista rebardado. Outra vez. E a minha trolley já estava sequestrada na bagageira. Inspirei fundo e entrei.
Taxista: Então foste de passar o fim-de-semana a casa?
Eu: O feriado. - Silêncio constrangedor durante 50 metros.
Taxista: E já arranjaste namorado? - "Foda-se!" - Eu ainda me lembro de ti. - Dei uma pequena gargalhada forçada da qual não sabia ser capaz. Senti-me quando em pequena me apanhavam a comer os chocolates da árvore de natal que deveriam ser só para enfeitar. - Tenho de mandar fazer mais cartões para te dar o meu número. - "Mas já me deu da outra vez", pensei. "E ou está a servir de marcador no meio de alguma revista ou está há muito perdido num aterro de lixo". - De que é que tu gostas? - "Oi?" - Flores? Qual é o teu signo?
Eu (entre-dentes): Virgem.
Taxista: Virgem. Então gostas de flores! E de filmes? Vou-te dar um bilhete para ires ao cinema. O outro é para mim! Não gostas do mar?
Eu: Não. 
Taxista: Nunca foste passear ouvir o mar em dia de trovoada?
Eu: Já...
Taxista: Eu gosto muito de ouvir o mar. - E já falava em planos de ir passear à foz. - Mas isso é tudo timidez? Gostei de ti. Já não há mulheres assim. És muito simpática. E hoje em dia as mulheres pintam-se muito. Prefiro o natural. - Pensamento: "Ele está a falar, mas deixa-me abrir a porta de qualquer das formas, assim como quem não quer a coisa". - Então e como é que te posso dar o meu número? - Riso aflito. - Dou-te o meu para me dares o teu. Quando quiseres ir passear para ir beber um café ligas-me. - A minha vontade de tomar café com o senhor é proporcional ao meu desejo de me esfaquear. Mas assim o tempo e os transportes públicos mo permitam, pode ser que não tenha de recorrer à segunda opção.

Eu ia lá

A beleza padrão não me entusiasma. Sei reconhecer o que 90% das pessoas considera bonito, mas isso raramente chega para me despertar interesse. No entanto, há meia dúzia de excepções. E como um dos canais da fox faz questão de relembrar, o Joseph Fiennes por altura d'"A Paixão de Shakespeare" é uma delas. 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Over the rainbow

Chovia muito pela manhã, mas fui presenteada com dois arco-íris a atravessar a serra. Não cheguei ao pote de ouro mas fui à entrevista. Gostei do ambiente. Gostei do discurso "aqui trabalhamos muito, mas valorizamos a massa cinzenta por detrás das máquinas porque sem ela nada feito". Verdade ou não, sabe bem sonhar com uma realidade diferente em que as pessoas não são escravos dispensáveis.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Chove torrencialmente, achei boa ideia não trazer guarda-chuva e apesar de toda a água que vem dos céus uma coisa esverdeada e mole com aspecto de musgo líquido (estou segura que se trata de cocó de algum bichinho) tem de vir cair na minha mala.

domingo, 28 de novembro de 2010

Mais uma vez, repitam comigo: não me façam arranjinhos

O Syd fez anos. O Syd fez festa. O Syd esteve a noite inteira a tentar impingir-me o amigo dele. Mal ele me abre a porta de casa diz "vou-te apresentar o amor da tua vida". Fiquei parada ali à entrada, prestes a dar meia volta e ir embora. Agarrou-me pelo braço e levou-me à sala. Apresentou-me a todos os presentes, e mal eu me sento diz "esta é a SLW e é solteira, este é o Y e é solteiro. Ele gosta de carros antigos, ela gosta de música antiga estranha". A minha única reacção foi baixar a cabeça e tapar a cara com o cachecol. Ao longo da noite o Syd fazia questão de dizer coisas como "anda para a beira dele". E eu continuava no meu canto a tirar o chocolate da cobertura do bolo. "Ó Y, vai tu para a beira dela!" E ele vinha. E apesar de não termos trocado palavra (em circunstâncias normais falo - mesmo que pouco - com as pessoas, mas quando me sinto envergonhada desta maneira o botão "interacção social" fica encravado no off). "Vocês já se conheciam?", pergunta uma das amigas do Syd. "Não". "A sério? É que vocês têm uma química". "Ok, onde é que está a vodka?", pensava eu, "liguem o singstar, qualquer coisa mas mudem de assunto".
Syd: Bebe mulher que vais comigo para o Zoom. Mais ninguém quer vir. 
Eu: Está bem. Assim não vou já para casa. - O "já" foi às 01:30, a confraternização acabou lá para as 5 da manhã. Por muito que quisesse ter ido pela primeira vez a uma discoteca gay, já não tenho idade para chegar a casa de manhã. - Olha, vais de taxi não é?
Syd: Sim.
Eu: Então deves ser o que fica mais perto de minha casa. Vou contigo. - Fez um sorriso malicioso e disse.
Syd: O Y é o que mora mais perto de ti. Ele leva-te não é?
Y.: Sim, pode ser.
Syd: Moras sozinho não moras?
Y.: Sim.
Syd (olha para mim): Era para tu saberes. - Volta a olhar para o Y - Então deixas-me nos Aliados e vais levá-la a casa.  
O Syd ficou entregue, foram uns 5 minutos de viagem até minha casa no carro de um estranho com tópicos como "ah e tal as luzes de natal". E não queria parecer snob nem ingrata, mas não pago boleia com sexo nem amassos (não estou a assumir que fosse o objectivo dele, mas simplesmente que não queria passar a um novo nível de constrangimento, então tentei despachar a coisa). Quando parou à frente do meu prédio abri a porta do carro e disse "epá muito obrigado e não sei quê, boa noite" e saí. Só espero não morrer de vergonha se um dia o encontrar na rua.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O que é que uma pessoa normal faz a uma sexta-feira à noite? Não sei. Mas eu realizo os meus sonhos de infância. Agora vou ter de reorganizar a disposição da mobília para ter espaço no quarto para fantásticas aventuras que prometem algumas nódoas negras.

Hoje olhei-me ao espelho e senti-me mulher. A culpa será do cabelo que hoje apresentava os caracóis unidos em cachos irritantemente perfeitos. Ou talvez tenha a ver com um telefonema a marcar entrevista para terça-feira em Óbidos. Um telefonema que me fez pensar "mas o que é suposto eu fazer agora?". Esperanças são poucas, mas a jornada continua. Começa aqui a bifurcação que poderá influenciar em muito o meu futuro. Tenho de seguir sem saber se vou pelo bom caminho ou despenhar-me duma falésia. Óbidos não é - de todo - o meu destino de sonho (parem de me impingir serra), mas não vou ser ingrata com o que me surgir. Deixar o Porto vai-me custar, e pensar nisso já me deixa nostálgica, mas sempre estive aberta a mudanças. Sobretudo se forem sinónimo de evolução. E é isso que procuro: evolução.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Serra até onde a vista alcança

Para a Tracey

Este fim-de-semana não vou para a prisão da serra.


Antes que perguntem: sim, existem mais casas, mas estão num local onde a inclinação é (ligeiramente) inferior a 90º e estão ainda protegidas de olhares indiscretos pelas árvores. Ainda há quem tenha a lata de me dizer que a zona da baixa do Porto tem muitas subidas. As minhas pernas levam 22 anos a subir e descer ladeiras. Cansa? Sim. But I don't break easily.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A polémica das mamas

Eu sei que já passaram quase 24 horas. Já todo o universo blogosférico e facebookiano dissecou o tema centímetro a centímetro. Mas como isto é um blogue vespertino - porque de manhã trabalha-se (ou pelo menos tenta-se) vamos lá falar da notícia da Rita Pereira nos Emmys. Ao ler isto no mural de alguém pensei "mas a fazer o quê?". Ávida de curiosidade continuei o texto que anunciava que uma novela da tvi tinha ganho um emmy. Olhei para o calendário... nada. Fui procurar festividades/datas nacionais e internacionais e em parte nenhuma encontrei referências a dia 24 de Novembro como (um novo/ alternativo) dia das mentiras. Apesar desse ter sido o choque para mim, a população portuguesa indignou-se com a indumentária de Rita Pereira por ser um pouco reveladora. "É um atentado aos bons costumes portugueses" dizem os puritanos de domingo de manhã. Pior ainda é hipocrisia das mulheres que se babam pelos vestidos de personalidades estrangeiras com decotes até ao umbigo mas chamam de putas a pessoas do mesmo país que estão a tentar alcançar alguma projecção para futuros trabalhos - digo eu. Tem tudo a ver com impressões. Não é assim tão diferente de ir a uma reunião com accionistas importantes e levar fato completo e salto alto em vez de jeans e all stars.


O fato completo neste caso é um vestido decotado. Porque daquilo que já vi da moça não vai chegar longe se contar só com os seus dotes de representação - mas falta de jeito não é sinónimo de falta de esforço ou empenho, assim como querer chamar a atenção não é sinónimo de estar a tentar dormir com alguém. Apesar de não a achar uma mulher deslumbrante, está longe de ser feia. E vem daí o estigma do "está onde está porque tem corpo" ou "subiu na vida porque dormiu com X e Y". Quem faz estes comentários sente-se ameaçado pela beleza dos outros e procura defeitos à força. 
Não, não gosto dela como actriz. Mas acho que me deu para ser a defensora da Ritinha porque:
1 - Quero um par de mamas igual (talvez um tamanho abaixo)
2 - Porque vi o vídeo da entrevista e apesar de não ser nenhuma perita em linguagem corporal (muito pelo contrário) nota-se que está super constrangida, talvez até complexada com a roupa - constantemente a gesticular atabalhoadamente de forma a tapar o peito com as mãos. 
E estou solidária porque também experienciei a fase em que fui de maria-rapaz (calças de ganga, t-shirts largas, cabelo sempre apanho e aparelho nos dentes) a menina que descobre que tem corpo de menina e passa a usar mini-saias e tops com decotes generosos. Se há atenção que é bem-vinda para acalmar inseguranças em relação à visão que temos de nós mesmo, também há em igual ou maior escala atenção indesejada que nos deixa constrangidos e com vontade de agarrar a primeira toalha de mesa à mão para nos cobrirmos. 

 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A minha versão da greve:

Estágio não remunerado, que me levará a acordar amanhã às 6 da manhã como de costume para poder não ter transportes. Apresentam-se duas opções:
1 - Já que os senhores da STCP oficializaram a greve posso rezar para que o metro não me deixe na mão (que é como quem diz: a pé)
2 - Enviar um e-mail a dizer que não vou aparecer por dificuldades de deslocação e ficar na cama a ver Lie to me
Apesar da segunda ser bastante tentadora, o peso na consciência do trabalho que vai ficar pendente (que aumentou exponencialmente com a saída do Syd) está a falar muito mais alto que a preguiça. Vou chegar a quinta-feira com aquele nó na garganta do "devias ter vindo ontem".

Consciência... odeio-te.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Estou com preguiça de tirar os gorros do armário, apesar de serem o meu acessório preferido. Os meus lindos gorros à anos 50 que já imploram umas molhas. Não sei explicar a razão mas gosto do ar caniche que me dão, com os caracóis a sairem por baixo daquele bocado de tecido colado à cabeça. Sinto-me fofinha, criança. Como se pudesse a qualquer momento livrar-me de todas as responsabilidades e olhares alheios e saltar alegremente no meio de poças de águas. Atirar o guarda-chuva para bem longe sem me preocupar se me faria falta depois. Agarrar na mão de uma senhora de idade e dançarmos o cancan perfeitamente síncronas. Não o faço, mas sinto que tenho esse poder.
Posso andar com strepfen na mala, mas só por esta razão gosto do Inverno.

A que cheiram as nuvens*

Vamos ver como andam estas mentes maquiavélicas. Que poderia esta nuvem ser?


I spy with my little eye

- Um dinossauro com um nariz em forma de berbequim, mochila às costas, coxas largas e mãos pequenas (que estão a deixar cair talvez uma lebre)

Ou

- O Mapa do Reino Unido invertido.
E agora, já alguém me sabe dizer se sou uma sociopata?

*(título em homenagem a um hater, mas não deixa de ser um bom título)
Sábado foi noite de jantar com as meninas. Companhia do costume, local do costume... atendimento do costume. A V. acha imensa piada dar conversa ao dono da pizzaria, que já começa a achar-se inteirado no grupo de forma a interromper as nossas conversas tentando tirar os telemóveis de cima da mesa com uma tenaz de recolher colher objectos do chão - o sonho de todos os idosos com reumatismo e jovens preguiçosos. 


O senhor que já sabe o tipo de conversas que temos à mesa, de cada vez que lá vamos, deixa-se ficar de pé encostado à cadeira mais próxima, fingindo estar a ver um jogo da liga espanhola na sportv tentando não desviar o olhar da televisão para aquele que é de facto o seu interesse de curiosidade: as tiradas da nossa Samantha e o relato dos seus encontros furtivos.
Samantha: Estive com ele e foi isso.
Eu: Vá lá! - Indignada. - Tu sabes fazer melhor que isso. - Ela começa a rir-se.
Samantha: Querem pormenores?
Eu: Claro!
Samantha: Então... fazia mais ou menos como a M.zinha está a fazer. - Olho para o lado e vejo-a a trincar uma  goma qual guilhotina no pescoço de Marie Antoinette.
Eu: Então não deves voltar a pôr lá a boca.
Samantha: Trinco mas só um bocadinho. Eles até se encolhem todos. 
(Mais tarde enquanto pagávamos)
Samantha: What about you?
Eu: I can't remember...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

De todas as pessoas que poderia encontrar na paragem de expressos do Porto tinha de me encontrar com um colega meu de Castellón. "Vou apanhar avião para Barcelona". Filho da mãe. Também quero.
Acho que já devo ter publicado montes de imagens do Alex Noriega. Descobri-o uma vez por casualidade, e foi impossível não voltar. As ilustrações - no mínimo - arrancam-me sempre um sorriso. Há teorias da conspiração, humor nonsense e estados de espírito.


Alertaram-me para o facto do blogue aparecer em em algumas entradas de motores de busca e apesar dessa opção já não estar seleccionada acho que não fez grande efeito. 

Depressão pós-Syd

Graças à atitude da patroa, o Syd - a pessoa mais tresloucada daquela sala - decidiu ir-se embora. Acho que fez bem. Mas de tudo o que ali aturo a parte mais penosa de todas é ver pessoas com quem já criámos um universo de piadas privada ir-se embora. Foi a A., a V., o H., e agora o Syd.
Hoje já não vou ter com quem comer ovos kinder à hora do almoço. Nunca saberemos se a girafa de facto existe.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010