sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Livrai-me senhor do pecado

Só porque conheço uma meia dúzia assim.


Acho que amanhã ainda vou ter voz, mas não vou poder usufruir das minhas pernas. Ou palmas das mãos. Ou fazer movimentos bruscos de pescoço (revelei-me uma quase headbanger). Os meninos podiam ser um pouquito mais interactivos com a audiência, mas o espectáculo foi contagiante do início ao fim. Eles que voltem a ver se não estou lá outra vez batida na primeira fila ao lado das meninas de 15 anos que ladram.

E agora the kids don't stand a chance, só porque não a tocaram:

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Com quanto tempo de antecedência se deve chegar a um concerto para não ficar encostada à porta da saída?

Atestado da minha ignorância

Não faço a mínima ideia de quem é/era o Senhor do Adeus do Saldanha.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pensamento (de início e final) de dia

Note to self: never try to outsmart the weather. If it rained on monday take your umbrella on Tuesday.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Extravagância da semana

Eu: MJ, achas que é seguro ir a um concerto ao coliseu sozinha?
MJ: Fui uma vez ver um espectáculo XXX sozinha. Era pornografia.
Eu: E não te tentaram violar à saída?
MJ: Não.
Eu: Ah bom! Então acho que fico bem.


domingo, 7 de novembro de 2010

Tesis

A Tese de Aménabar sobre violência e natureza humana.





Sinto que estou a adquirir um novo sentido de responsabilidade (ainda limitado, mas mais vincado do que há uns meses atrás). Procrastino menos, e ainda assim acordo a meio da noite a pensar em tudo o que me falta fazer, e o tempo que ganharia se dormisse metade do tempo. A verdade é que agora me faz confusão estar parada, não fazer algo útil para a minha desenvoltura física e/ou psicológica (quer seja trabalhar, ler, ver um filme, uma série ou simplesmente andar - esta manhã senti uma enorme falta de não ir às piscinas há uns tempos). O facto de já não estar enfiada numa serra e ter um pouco mais de oferta de todos os lados possivelmente - certamente - ajuda. E começo a sufocar só de pensar na contagem decrescente até voltar. Voltar à serra, à preguiça, ao desleixo. Aos tumultos, às subidas e descidas.

sábado, 6 de novembro de 2010

Felicíssima

A Jessi vem visitar-me no final de Dezembro. Que saudades de Castellón...


Eva Marie Saint por Philippe Halsman
Saí à noite pela primeira vez no Porto. Iei. As meninas aqui de casa levaram-me a um barzinho com uma decoração antiga que poderia ser amorosa, não fosse a mistura demasiado variada de mobília. Foi só uma horita, mas com finos a 2€ não sei se quero lá voltar. Entretanto uns senhores andavam na rua a distribuir maçãs caramelizadas... azuis (creio que para alguma campanha de publicidade da tmn). Apesar de cheirarem a perna de pau (yummi) não sei se terei coragem de provar. Que dilema meus caros.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Recruta-se:

Pessoa dinâmica e divertida com disponibilidade para me acompanhar dia 11 ao concerto dos Vampire Weekend (na eventualidade de ainda haver bilhetes). Não vou a um concerto desde 13 de Fevereiro e tão cedo não deverei ter grandes oportunidades. Gostava de companhia para acalmar aquele receiozinho de eventuais esfaqueamentosviolações.
Se achas que estás à altura, inscreve-te.
Serviço monetariamente não remunerado, mas pago com o meu apreço.
Caso esteja interessado, contacte a gerência.

Com pouca vontade de vir directamente para casa lembrei-me de ir à Bertrand. Segura da existência de uma mais perto dos meus lados, mas sem certeza da sua localização dirigi-me ao Dolce Vita, em frente ao estádio do dragão. Como a minha vida não gira em torno do futebol, só quando começo a ver 90% das pessoas com cachecóis e/ou t-shirts azuis - a imagem de dois avecs de com cachecol do FCP ao pescoço ficará para sempre registada na minha memória - é que me apercebo que de facto errei no dia para ir para aqueles lados. Terei portanto de começar a consultar o calendário do clube e fazer a minha vida em função do mesmo. Dizem que em dias de jogos importantes os centros comerciais estão vazios. Vislumbro uma bela oportunidade para ir ao cinema com uma redução drástica dos espectadores ruminantes à minha volta (o plano de ir em dias da semana a sessões da tarde não deu grandes frutos).

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Que o My One Thousand Movies é um excelente e ecléctico blogue de divulgação de cinema já se sabia. Os mil já foram há muito ultrapassados e o esforço de dois anos foi agora reconhecido. Para cinéfilos ou apenas curiosos esta é uma paragem obrigatória.
Da minha parte agradeço o empenho e louvo o investimento na divulgação da cultura cinematográfica para além do mainstream. É por isso que quero felicitar o Chico publicamente.

O dia em que acreditei

A noite deu lugar àquela manhã descomprometida. Linda de fazer corar as mais exuberantes criações da natureza. O sol reconfortava o meu corpo na temperatura perfeita. Inspirei fundo como se naquele momento não  espreitasse um amanhã. De todas as formas não importava. O sonho estava ali. A luz do sol e a forma como me olhava fizeram-me sentir nua, vulnerável. Mas segura. E tão bonita. Poucas vezes se tem este sentimento de pertença. Mas quando me apercebi estava sozinha, e o sentimento perdeu-se. Uma parte de mim resigna-se em silêncio ao ver a outra sucumbir com a falta de forças por enfrentar uma batalha perdida.

domingo, 31 de outubro de 2010

Arrumar o quarto passa por organizar DVDs. E precisava de mais uma estante para não ter de os pôr em segunda fila.

sábado, 30 de outubro de 2010

Moulin Rouge (1952)


Moulin Rouge de John Huston é uma viagem em torno da vida do pintor Henri de Toulouse-Lautrec. O rigor histórico nestes filmes pode ser esquecido quando narrativa e estética combinadas nos atraem de forma inebriante. Esta é a história de um pintor complexado que procura refúgio na boémia vida de Paris do século XIX. O reconforto é efémero e as desilusões sucedem-se. Os quadros de Toulouse engenhosamente editados no filme e a luxúria garrida contrastam com o sombrio pesar do artista. José Ferrer (que brilhara já em Cyrano de Bergerac) tem um desempenho formidável na pele do pintor, vítima de si próprio, mais do que da sua condição.






sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Vulnerabilidade


Marilyn Monroe por Bert Stern
É nos momentos de maior vulnerabilidade que sem intenção nos damos a conhecer. Quem os presencia tem para sempre o poder de evocar as nossas fraquezas.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Não sei como é que vivi sem conhecer o Syd até agora. Não é qualquer pessoa que a meio do almoço tem saídas como "eu quando era pequeno comia o iogurte, limpava o pacote e punha lá uma minhoca até ela morrer" e mesmo vendo toda a mesa a rir-se ainda pergunta ingenuamente "o que é que foi?".

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Por vezes é preciso saber o que procurar para o encontrar.
Outras é preciso ver quando já o temos.
Então perceber porque não temos o que queremos.
Coisas não passarão de coisas.
Confrontar a nossa finitude com o tempo eterno nem sempre é suficiente.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"Livre de bibliografia curricular fora do estágio", pensava eu. Mas o meu orientador envia-me três referências de livros (que ainda por cima me parecem bastante interessantes) e assim se foram 30€ em fotocópias a semana passada (obrigada Joseph P.D.F. pelos serviços prestados à humanidade). Ainda perdi um bom tempo online para encontrar o que precisava, mas consegui descobrir os livros na íntegra que vendidos a vulso custam custam em média - cada um - o total que gastei em fotocópias e encadernação. Mesmo agradecida, acho que era desnecessário o aviso "This page intentionally left blank".

É oficial

Fiquei com o bichinho para ler mais do guião do Stuntman. Já tinha dito antes que queria repetir a experiência com esta equipa, e havendo disponibilidade o convite está aceite.

Bom dia, noite

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Caça ao coelho

Não haverá muita coisa que me ofenda a sério. Mas ser chamada de ignorante por alguém cujos argumentos de defesa não vão além de uma versão rebuscada de "quem o diz é quem o é, lava a cara com chulé" numa tentativa de desesperada de encontrar incongruências que acabam por ser possuídas pelo próprio acusador dá-me uma certa urticária nervosa. Se fosse um cientista NASA a dizer "coitadinha, é limitada. Que se pode fazer?" tudo bem. Ajoelhava-me e aceitava humildemente o destino que me quisessem impor. Mas vindo de pessoas vazias que imploram atenção e invertem argumentos em proveito próprio, entra já no campo da mesquinhice.
Estão à vontade para insultar o meu físico. Não me cuido tanto quanto poderia. A personalidade também. Cada um tem a sua, quem não gostar vá à banca ao lado ver se a montra é mais apelativa. Mas no que toca ao meu cérebro o caso muda de figura. Se o querem insultar, os pré-requisitos mínimos consistem em fazê-lo com alguma inteligência - humor negro também cai bem no achincalhamento. Chamar-me ignorante só por não ter tido sorte em levar-me para a cama - não vale a pena a frustração porque os privilégios estão ao alcance de minorias - consegue elevar a minha urticária nervosa a sarna.

A gerência está oficialmente aberta a ofensas desde que elaboradas com massa cinzenta q.b.

Obrigado pela atenção,

Silly Little Wabbit