domingo, 31 de outubro de 2010

Arrumar o quarto passa por organizar DVDs. E precisava de mais uma estante para não ter de os pôr em segunda fila.

sábado, 30 de outubro de 2010

Moulin Rouge (1952)


Moulin Rouge de John Huston é uma viagem em torno da vida do pintor Henri de Toulouse-Lautrec. O rigor histórico nestes filmes pode ser esquecido quando narrativa e estética combinadas nos atraem de forma inebriante. Esta é a história de um pintor complexado que procura refúgio na boémia vida de Paris do século XIX. O reconforto é efémero e as desilusões sucedem-se. Os quadros de Toulouse engenhosamente editados no filme e a luxúria garrida contrastam com o sombrio pesar do artista. José Ferrer (que brilhara já em Cyrano de Bergerac) tem um desempenho formidável na pele do pintor, vítima de si próprio, mais do que da sua condição.






sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Vulnerabilidade


Marilyn Monroe por Bert Stern
É nos momentos de maior vulnerabilidade que sem intenção nos damos a conhecer. Quem os presencia tem para sempre o poder de evocar as nossas fraquezas.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Não sei como é que vivi sem conhecer o Syd até agora. Não é qualquer pessoa que a meio do almoço tem saídas como "eu quando era pequeno comia o iogurte, limpava o pacote e punha lá uma minhoca até ela morrer" e mesmo vendo toda a mesa a rir-se ainda pergunta ingenuamente "o que é que foi?".

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Por vezes é preciso saber o que procurar para o encontrar.
Outras é preciso ver quando já o temos.
Então perceber porque não temos o que queremos.
Coisas não passarão de coisas.
Confrontar a nossa finitude com o tempo eterno nem sempre é suficiente.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"Livre de bibliografia curricular fora do estágio", pensava eu. Mas o meu orientador envia-me três referências de livros (que ainda por cima me parecem bastante interessantes) e assim se foram 30€ em fotocópias a semana passada (obrigada Joseph P.D.F. pelos serviços prestados à humanidade). Ainda perdi um bom tempo online para encontrar o que precisava, mas consegui descobrir os livros na íntegra que vendidos a vulso custam custam em média - cada um - o total que gastei em fotocópias e encadernação. Mesmo agradecida, acho que era desnecessário o aviso "This page intentionally left blank".

É oficial

Fiquei com o bichinho para ler mais do guião do Stuntman. Já tinha dito antes que queria repetir a experiência com esta equipa, e havendo disponibilidade o convite está aceite.

Bom dia, noite

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Caça ao coelho

Não haverá muita coisa que me ofenda a sério. Mas ser chamada de ignorante por alguém cujos argumentos de defesa não vão além de uma versão rebuscada de "quem o diz é quem o é, lava a cara com chulé" numa tentativa de desesperada de encontrar incongruências que acabam por ser possuídas pelo próprio acusador dá-me uma certa urticária nervosa. Se fosse um cientista NASA a dizer "coitadinha, é limitada. Que se pode fazer?" tudo bem. Ajoelhava-me e aceitava humildemente o destino que me quisessem impor. Mas vindo de pessoas vazias que imploram atenção e invertem argumentos em proveito próprio, entra já no campo da mesquinhice.
Estão à vontade para insultar o meu físico. Não me cuido tanto quanto poderia. A personalidade também. Cada um tem a sua, quem não gostar vá à banca ao lado ver se a montra é mais apelativa. Mas no que toca ao meu cérebro o caso muda de figura. Se o querem insultar, os pré-requisitos mínimos consistem em fazê-lo com alguma inteligência - humor negro também cai bem no achincalhamento. Chamar-me ignorante só por não ter tido sorte em levar-me para a cama - não vale a pena a frustração porque os privilégios estão ao alcance de minorias - consegue elevar a minha urticária nervosa a sarna.

A gerência está oficialmente aberta a ofensas desde que elaboradas com massa cinzenta q.b.

Obrigado pela atenção,

Silly Little Wabbit

Sou pessoa para ter medo de bichos. Mas mesmo nestes termos achei fabulosa a reacção do "O Syd" há dias ao ver uma aranha minúscula a balouçar na teia. A sua fobia valeu-lhe uma uma tarântula como fundo de ecrã. 
Syd: Foste tu, não foste? Só podes ter sido tu! - A apontar para o V. enquanto almoçávamos.
Eu: Fui eu.
Syd: Ai foste tu!?! - Em tom de ameaça: - Espera...! O último a brilhar é o que brilha melhor.

domingo, 24 de outubro de 2010

Definitivamente preciso de um curso de como mandar as pessoas à merda

Isto porque os momentos de assédio tornam-se cada vez mais agressivos. Com piropos uma pessoa inspira fundo e segue o percurso. É mais complicado ignorar um taxista que vai ser pago por - em princípio - me deixar em casa sã e salva sem grandes percalços pelo caminho. Saí da estação, dirigi-me ao primeiro veículo da fila, sentei-me e indiquei a direcção. O senhor arranca e começa com as habituais perguntas "de onde vem?" e "está cá a estudar?". E é tudo muito bonito quando eles se ficam por aí ou se alargam no máximo até ao tópico do tempo.
Taxista: Tem muita beleza.
Eu: Hum?
Taxista: Tem muita beleza. Os homens normalmente dizem coisas mais feias quando vêem uma menina bonita. Mas eu não gosto de dizer coisas feias. Tem muita beleza. Mas quer arranjar um namorado para ficar por cá?
Eu: Não é essa a minha ideia.
Taxista: Mas tem mesmo muita beleza. Quando digo beleza refiro-me por dentro e por fora. - Começo a olhar para o tecto, para o vidro da frente, para o vidro do lado, enquanto cerro os punhos. - Eu quando vejo uma mulher bonita tento logo arranjar namoro. - Começo a rir-me de nervosismo. - Já namorou não já? É que não quero assustá-la. Raparigas inexperientes podem assustar-se. - "Ok... deixa-me prestar atenção à estrada a ver se ele não se desvia da direcção certa". - É por isso que normalmente prefiro mulheres casadas ou divorciadas. - Breve momento de alívio. - Essas já não se assustam. O problema são dos rapazes novos, que não sabem o que fazem e depois assustam as mulheres quando nunca tiveram outro, e ficam a pensar "então é isto, ele fica contente e eu nada?". - Tenho um flashback nada agradável do último senhor que enalteceu a experiência da idade em detrimento do egoísmo da juventude. E a esta altura já só rezava para que não houvessem mais sinais vermelhos. - Tem a ver com a relação entre as duas pessoas. Duas pessoas, homem-mulher. Não é homem-homem nem mulher-mulher. Sou alérgico a isso. Também é alérgica, não é?
Eu: Alérgica não sou. Mas não me faz diferença.
Taxista: Mas não é...?
Eu: Não.
Taxista: Se algum dia tiver dúvidas ligue-me que eu tiro-lhas. - "Jesus, sei que não falo contigo há muito tempo, mas por favor ajuda-me". - Que idade é que tem?
Eu: 22...
Taxista: Mesmo assim ainda é muito nova para mim. Mas já não não lhe chamam pedofilia, pois não? - "Vá lá semáforo, não fiques vermelho, por favor." - É a seguir àquele semáforo, não é?
Eu (rejubilante): É sim! - Assim que o táxi pára abro a porta ainda antes de sacar da carteira. Isso impediu que o senhor continuasse a sua corte? Pergunta idiota, claro que não.
Taxista: Então e quer ir tomar café um dia destes? Sai à noite?
Eu: Não!
Taxista: Porquê?
Eu: Porque me levanto muito cedo...
Taxista: Eu gosto de mulheres calmas. Não gosto das raparigas que se embebedam. Fica mal. Sou taxista há muitos anos e vejo as raparigas que entram no táxi e nem sabem o que estão a fazer. Isso também não quero. E quer ir tomar café um dia deste?
Eu: Não... bebo café...
Taxista: Um sumo, uma água. Não bebe nada?
Eu: Hhhaahhhhh. - Saca de um cartão e dá-mo.
Taxista: Quando quiser ir dar um passeio à praia ligue-me que eu venho buscá-la. - Comecei então a esticar a perna para fora do carro. 
Eu: Tenho de ir buscar ainda a mala. - Abriu a bagageira, entregou-me os meus pertences e quando eu já ia a tentar escapar de mansinho:
Taxista: Fico à espera que me ligue. - "Continua a andar. Já saíste do táxi. Continua a andar".

Que aprendi eu esta manhã?

Que aos sábados à noite podia ser uma perita em artes marciais.


Jui kuen - Drunken Master
(Da altura em que o Jackie Chan era um senhor)
Só porque hoje fui brindada com memórias de infância:

sábado, 23 de outubro de 2010

I still wish you the best

Devo ser das piores pessoas que conheço para dar um pep talk a alguém com o meu discurso "é fodido e não vai melhorar". 
Não o devo ler por não fazer parte do género de livros que consumo. Mas desejo muita sorte à Susana Ferrador que ainda agora está a começar.

Dói-me tudo do pescoço para baixo.

Ça arrive toujours



Le Goût des Autres, par Agnès Jaoui

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Una observación

Picardias à parte, procurar o meu nome no google e publicar artigos maus como se fossem meus já entra no campo do doentio (mau ou bom, assumo o que aqui está e não ando a enviar spam às pessoas para visitarem - foi assim que isto começou, eu não procurei nada).
P.S. - As referências a filmes que fiz/ faço estão na categoria filmes deste blogue, e Duplicity não faz parte do leque daqueles que por norma vejo (o meu nome é bastante comum e não mantenho mais nenhum blogue clandestino para cinema). Como previa parece que a má língua não teve muita adesão talvez porque:
1) ninguém acorda um belo dia e se lembra de pesquisar Silly Little Wabbit (e eu não encaro isto como um concurso de popularidade - deixar links para downloads ou escrever sobre sexo para ter mais leitores é fácil, mas não tenho sonhos de grandeza por ter este canto de desabafo e não estou interessada no número de visitas);
2) os espanhóis (povo que adoro, mas como todos têm defeitos) têm preguiça de ver filmes legendados na própria língua. Andar a copiar e colar textos para um tradutor para perceber o seu significado, talvez não seja muito apelativo.
É só uma opinião, mas continua porque estou a divertir-me imenso. Tens um ano e meio de parvoíces para dissecar, e mais virão. Força, tens a minha bênção!
Tenho o dia todo de hoje para dormir. Mas chegam as 7h30 e volto-me e revolto-me na cama sem conseguir voltar a adormecer. 

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Casamento e poliamor

De vez em quando gostava de moderação. E nem sempre necessariamente em relação a mim. Estou ladeada pelos 8 e pelos 80. No mesmo dia há quem me diga "ontem estive a falar com o meu namorado sobre casamento. Já discutimos várias vezes, e estou a ver que vai dar muito trabalho" ou "ele traiu-me e acabou comigo porque é poliamoroso". Ora bem, as duas pessoas em causa têm a minha idade (bela colheita de 88 - the screw-ups) e pergunto-me se terei algum desvio psicótico para não estar a pensar em altar ou a saltitar de relação em relação. Casar com 22 anos (atenção, posso não compreender mas admiro quem tem coragem de o fazer... vá algumas vezes acho simplesmente idiota) parece-me uma castração da vontade de viver e uma tentativa de espelhar o resto da vida no que se possui no momento. A ilusão de um caminho mais fácil, sem percalços. O felizes para sempre cuja eternidade pode durar um mês ou uma vida.
No outro extremo está o poliamor, expressão minha desconhecida até há umas horas e à qual só consegui proferir "what the fuck?". Não consigo entender o conceito de estar envolvido em mais de uma relação amorosa em simultâneo. E apesar de haver (acredito que as haja) pessoas felizes nestes termos, não consigo deixar de achar que isto será uma utopia maior que o comunismo: a ideia pode ser boa, a concretização fica aquém. Existe sempre uma quem abdique mais, que sairá invariavelmente magoada. Na minha humilde opinião as pessoas não se partilham. 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tenho de fazer uma vaquinha - preferencialmente com febre aftosa para não me apegar emocionalmente - para me poder vestir assim todos os dias.
Se já tinha mencionado a espectacularidade da colecção Primavera 2010/11 de Carlos Gil, agora chegou a hora de verem do que falo (numa versão muito controlada de mim para não deixar aqui o triplo dos modelos). Não estão por onde de preferência simplesmente porque se estivessem no meu armário amá-los-ia a todos da mesma forma.








(Fotos de Paulo Costa)

Adoro o dramatismo, adoro os padrões, adoro o verde alface, amo o look vintage.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Quando as nuvens espreitam subtilmente sem ameaça de chorar gosto muito do céu do Porto.

domingo, 17 de outubro de 2010

Foram 3 dias cansativos. Sexta-feira cumpri o horário normal de trabalho mas só cheguei a casa às 3 da manhã. Ontem à 1h30 e hoje - possivelmente porque amanhã vários mortais trabalham - acabou mais cedo. 
Depois de tanto tempo a ver raparigas cuja grossura da perna é a mesma do meu braço deu-me vontade de comer McDonalds.
Deixo apenas duas conclusões:
- Pela primeira vez posso dizer: não profiram a palavra sapatos ao pé de mim.
- Usava TODOS os vestidos do Carlos Gil (até uns por cima dos outros).