Parece muito mal descalçar-me na estação de autocarros e enxaguar as meias (que contêm água suficiente para matar a sede a uma família desnutrida) enquanto espero pelo meu expresso?
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Boucherie
A minha dúvida existencial às 7 da manhã é não me lembrar como se diz talho em francês. Coisas que me ocorrem quando tomo banho. Não sei de onde vêm. Faço um esforço enorme. Tento visualizar o talho do filme Delicatessen e apresso-me porque a dúvida me consome. Neste momento o google libertou uma grande quantidade de endorfinas do meu corpo.
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Idiossincrasias
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Pleonasmos e desperdícios
Vamos falar de tentação, princípios, revolta e burrice humana através de uma analogia. Digamos que hipoteticamente houve um incêndio numa hipotética empresa. Dois meses depois aos hipotéticos estagiários é pedido que arrumem a hipotética sala para onde foram levadas as hipotéticas tralhas enquanto o hipotético local estava em obras. A hipotética patroa diz "guardem só cassetes e pastas que possam ser usadas, o resto é tudo para o lixo". Uma das hipotéticas estagiárias, entre o lixo da hipotética patroa, encontra entre outras coisas fotos desta em biquini, um mp3, um troféu de kitesurf, e vá.... um iPod de 30Gb. O que faz a hipotética estagiária com a consciência mais chata de todos os tempos? Junta tudo numa caixinha e deixa-a à hipotética patroa.
Meus caros, esta hipotética blogger poderia neste momento ter um ipod nada hipotético.
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Estágio
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Hoje apaixonei-me...
... por esta árvore. Outono, Outono... não fosse a chuva, a tua temperatura tépida seria perfeita se durasse todo o ano.
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Fotos
terça-feira, 5 de outubro de 2010
É isto o futuro
Começo a sentir-me velha, e um dia destes tenho uma indignação daquelas que começam com um tom condescendente por "esta juventude...!". Não tenho por hábito ver televisão, em parte pela programação oferecida, mas também pela inúmera publicidade que é transmitida e repetida e que não nos abandona durante dias. Portanto, cortei o mal pela raiz. Este meu alheamento poderá estar relacionado com o meu espanto ao ver hoje ao sair do cinema um garoto a deslizar, citando Boss AC (deverá ser a primeira e última vez que o seu nome é aqui referido): "tu não andas, tu deslizas". Achei estranho. Muito estranho. Mas como estávamos a passar numa rampa ainda pensei que pudesse ter as sapatilhas escorregadias ou que houvesse alguma explicação. Na minha posterior ida ao supermercado deparo-me com uma rapariga que numa superfície plana, à semelhança do rapaz, também deslizava. Então percebi: sapatilhas com alguma espécie de roda, possivelmente o equivalente aos ténis que davam luz ao andar que existiam quando eu era garota (e que os pais nunca me quiseram comprar). O futuro chegou e eu não estava à espera.
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Sinais de demência
"Lenda dos Guardiões": aprovado
O que fazer em manhã de feriado? Aproveitar mais um bilhete ganho num passatempo para ir ao cinema. O filme em questão é "A Lenda dos Guardiões" de Zack Snyder, o realizador de 300 e Watchmen (ainda em falta nas minhas visualizações), e (apesar da sala repleta de garotada ruminante aos gritos - não compreendo como é que alguém às 11 da manhã consegue cheirar pipocas, quanto mais comê-las) fiquei positivamente surpreendida com o resultado. Antes de falar do filme em si, quero salientar que o mesmo é precedido pelo regresso de Bip Bip e Wile E. Coyote numa nova curta de animação em 3D.
Para fãs dos clássicos desenhos animados só estes 4 minutos já compensarão o preço do bilhete. Foram 20 anos de nostalgia de me desceram inesperadamente pela espinha abaixo. Para os cépticos que não acham ser possível transmitir o mesmo ambiente das curtas originais, este novo capítulo da saga demonstrará o contrário.
Quanto à "Lenda dos Guardiões" é uma complexidade de referências narrativas e visuais que se misturam de forma coesa. A história em si é uma analogia a ideais nazis. Se há várias filmes (incluindo de animação) que tentam demonstrar o preconceito existente em ideias pré-concebidas, aqui está patente de forma muito marcante a supremacia dos puros através do cativeiro e morte dos considerados inferiores. O conceito é suportado pela animação. O espectador é confrontado com cenários oníricos contrastando com ambientes negros fortemente vincados pela Terra-Média de J.R.R. Tolkien apresentado n'"O Senhor dos Anéis" por Peter Jackson. As sequências de acção são bastante arrojadas para uma animação e os slow-motion também pouco populares neste género são aqui marcantes. Há planos usados apenas para enfatizar o 3D (o melhor dos filmes que vi neste formato desde o boom Avatar), mas uma história vale não só pelo que transmite, mas pela forma como é contada. E é por isso que este filme vale a pena.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Ao ler a "A Revolução Electrónica" de William Burroughs - acabo de descobrir que o seu avô foi o inventor da calculadora - precisei de um pausa para assimilar que alguém efectivamente traduziu "good cop/ bad cop" como "chui violento e chui compincha".
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Livros
Depois da tempestade vem o Bonanza.
Day by day, work or play, ready side by side
Hello friend, come on in, the gate is open wide
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Música
Enquanto esperava pelo metro com a MJ vi um casal acompanhado do filho. A senhora de cabelo oleoso apanhado e top justíssimo demais para o seu físico berrava a plenos pulmões. O homem magro e de aspecto desleixado também não lhe ficava atrás. Ladeavam o garoto de forma ameaçadora, quase que o enclausurando contra a parede.. E continuavam a falar alto num tom quase de ameaça para a criança que nem sequer estava a fazer birra.
Mulher (ao telefone): O filho da puta está agora agora a sair do escritório. - O senhor corroborou com o discurso da mulher soltando mais umas asneiras desconexas. Disse para a MJ «Há gente a quem devia ser proibido procriar». A senhora olhando para o rapaz solta um enraivecido «conas!». Deixei descair e o queixo e levei a mão à boca em choque. A MJ olha para mim e diz «Bem-vinda ao Porto!». Ia alternadamente pousando a mão sobre a boca ou sobre a testa enquanto continuava involuntariamente a ouvir a conversa. Cedo se fizeram à estrada e ainda ouvia um «dá-me a mão caralho!» seguido de vários outros «caralhos» proferidos a uma criança de - possivelmente - quatro anos e que já tem madeixas loiras. E penso que aquele garoto cuja inocência já se foi andará num futuro - talvez bastante próximo - a pedir delicadamente aos transeuntes que esvaziem as carteiras enquanto empunha uma faca oferecendo discretamente uma remoção gratuita do apêndice.
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Porto
domingo, 3 de outubro de 2010
Conselho: se se encontram para o norte do país, não saiam de casa. Pela manhã fui ao estádio do dragão a uma outlet que aí decorria - xxiiii, olha a gaja, fala mal fala mal, mas se é para ver roupa está lá batida. A mãe natureza resolve fazer-me pagar pela hipocrisia.Chovia torrencialmente. Quando finda a chuva retomavam os ventos fortes que me faziam ziguezaguear pela rua e rezar para não ser projectada pelos ares. Sobrevivi para ser o messias desta mensagem: fiquem no conforto do vosso lar.
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Porto
sábado, 2 de outubro de 2010
Vim agora da apresentação d'"O Bom Inverno" de João Tordo com uma dedicatória no livro da qual só consigo discernir o meu nome. Foi uma horinha bastante bem passada e agora vou retomar a leitura que ficou pendente quase no final da narrativa.
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Livros
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Almighty awesomeness
Quero combater os monstros do futuro/passado distante de micro-mini-saia e saltos altos. Ter uma vida paralela - como se uma por si só já não fosse suficiente - empolgante. Evocar elementos da natureza para o bem. Ter pinta apesar de desastrada. Manifestar emoções extremas. Saltar de prédio em constelação, e ter força para oprimir aqueles que se auto-promoveram a manda-chuvas do universo apesar de como projecto de vida apresentarem um buraco.
Em suma, quero ser um máximo (todo poderoso).
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Metáforas e Eufemismos da Vida,
Textos soltos
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Vamos falar de romantismo
A minha gula e falta de força de vontade levam-me a uma incessante demanda por McFlurrys. E depois de umas semanas nisto constato que existe um qualquer apelo que atrai jovens casais a este antro de conforto emocional. Não há uma única vez em que lá vá que não veja um casal, talvez não perdido de amores, mas que não se coíbe em demonstrar afecto perante as restantes pessoas que depois de 8 horas de trabalho só querem uma dose extra de calorias para terem coragem de voltar a acertar o despertador para as 5h50 do dia seguinte. Entre um afectuoso apalpão com cheiro de batata frita ou um beijo regado com molho de Big Mac diria que a manifestação de carinho mais popular é a quase copulação em cima do balcão enquanto os funcionários aguardam pacientemente os seus pedidos. Estamos perante o segredo milenar de uma relação duradoura.
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Gourmet,
O Manual
Eu só quero escrever um relatório
Há dois dias que tento encontram um título mas soam tão pretensiosos.
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Estágio
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Ontem ao chegar a casa à tarde deparei-me com algo muito estranho. A cozinha estava limpa e arrumada. 10 minutos a vasculhar e lá encontro as esponjas e detergentes da loiça. Pouco depois chega a açoriana das espécies.
Eu: Foste tu que limpaste a cozinha.
Açoriana: Não...! Será que foi a D. Fátima? - Partilha o meu espanto. - Elas também saíram cedo. - Na marquise está um saco de plástico transparente albergando os sacos de asas de compras dobrados, sacos esses que por costumes são enfiados uns dentro dos outros e atirados para uma prateleira da dispensa. Apontei e disse.
Eu: Acho que não foi ninguém cá de casa.
Açoriana: Se calhar foi a Leonilde.
Eu: Quem é a Leonilde?
Açoriana: É a rapariga da Terceira que mora no prédio de vez em quando.
A raparia já morou no meu apartamento. Não sei se ela tem as chaves de minha casa - e aparentemente isso não é problema para ninguém já que aos fins-de-semana às 9 da manhã me entram os trolhas, numa casa onde moram cinco raparigas, sem sequer tocarem à campainha. Já sei que se perder a chave bastar-me-à mendigar na rua até que alguém me abra a porta. Ao final do dia a rapariga acusou-se. Compreendo que com um nome como Leonilde ache que tem obrigação de tentar agradar às pessoas. Mas entrar em casa delas, mesmo sendo para lhes arrumar a cozinha, é... sinistro.
Embargo (s.m.) - obstáculo, estorvo, apreensão; impedimento de continuar uma obra.
Isto é a definição da palavra segundo o priberam.
Segundo António Ferreira a partir de Saramago Embargo é o desenrolar da vida. As expectativas refutadas pelos contratempos absurdos que simplesmente... acontecem.
Os momentos de humor irónicos e banda sonora por si só valem o visionamento. Recomendo o todos que tiverem oportunidade de ir ver.
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Compêndio do Pedantismo/ Dicionário,
Filmes
Enquanto tomava banho tinha duas coisas em mente (em simultâneo):
1 - o título provisório do relatório de estágio e duas referências bibliográficas que ainda não adquiri por nunca estarem disponíveis em fnacs e afins.
2 - a música da Nucha: Sempre há sempre alguém que ainda não tem o tanto que teeeeeeeemos.
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Idiossincrasias
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Tive um sonho muito mau. Chorei durante o sonho inteiro. Acordei ainda transtornada e com o lábio a sangrar. E talvez devesse reavaliar algumas questões.
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Sonho
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Em dias exasperantes há que ir aproveitando as coisinhas boas.
(Ando a comer disto como as pessoas normais bebem cafés.)
(Ando a comer disto como as pessoas normais bebem cafés.)
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Livros,
Prazeres da Vida
Como diria Mia Couto:
"O destino o que é senão um embriagado conduzido por um cego?"
in Terra Sonâmbula
Já ninguém me tira da Seaside. Vou lá regularmente ver os quatro pares de sapatinhos que deviam estar em 40 no meu armário e alternadamente nos meus pés. Sim, quatro pares, para fazerem casalinhos e ainda praticarem o swing quando eu não estiver a olhar.
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Futilidades
domingo, 26 de setembro de 2010
Aviso!
Tentarei controlar-me mas existe uma forte possibilidade de encher o blog com fotos do Coelho Branco.
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