quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Vamos falar de romantismo

A minha gula e falta de força de vontade levam-me a uma incessante demanda por McFlurrys. E depois de umas semanas nisto constato que existe um qualquer apelo que atrai jovens casais a este antro de conforto emocional. Não há uma única vez em que lá vá que não veja um casal, talvez não perdido de amores, mas que não se coíbe em demonstrar afecto perante as restantes pessoas que depois de 8 horas de trabalho só querem uma dose extra de calorias para terem coragem de voltar a acertar o despertador para as 5h50 do dia seguinte. Entre um afectuoso apalpão com cheiro de batata frita ou um beijo regado com molho de Big Mac diria que a manifestação de carinho mais popular é a quase copulação em cima do balcão enquanto os funcionários aguardam pacientemente os seus pedidos. Estamos perante o segredo milenar de uma relação duradoura. 
O final de Setembro merece uma música bonita mas melancólica.


Eu só quero escrever um relatório

Há dois dias que tento encontram um título mas soam tão pretensiosos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ontem ao chegar a casa à tarde deparei-me com algo muito estranho. A cozinha estava limpa e arrumada. 10 minutos a vasculhar e lá encontro as esponjas e detergentes da loiça. Pouco depois chega a açoriana das espécies.
Eu: Foste tu que limpaste a cozinha.
Açoriana: Não...! Será que foi a D. Fátima? - Partilha o meu espanto. - Elas também saíram cedo. - Na marquise está um saco de plástico transparente albergando os sacos de asas de compras dobrados, sacos esses que por costumes são enfiados uns dentro dos outros e atirados para uma prateleira da dispensa. Apontei e disse.
Eu: Acho que não foi ninguém cá de casa.
Açoriana: Se calhar foi a Leonilde.
Eu: Quem é a Leonilde? 
Açoriana: É a rapariga da Terceira que mora no prédio de vez em quando. 
A raparia já morou no meu apartamento. Não sei se ela tem as chaves de minha casa - e aparentemente isso não é problema para ninguém já que aos fins-de-semana  às 9 da manhã me entram os trolhas, numa casa onde moram cinco raparigas, sem sequer tocarem à campainha. Já sei que se perder a chave bastar-me-à mendigar na rua até que alguém me abra a porta. Ao final do dia a rapariga acusou-se. Compreendo que com um nome como Leonilde ache que tem obrigação de tentar agradar às pessoas. Mas entrar em casa delas, mesmo sendo para lhes arrumar a cozinha, é... sinistro.
Embargo (s.m.) - obstáculo, estorvo, apreensão; impedimento de continuar uma obra.
Isto é a definição da palavra segundo o priberam.
Segundo António Ferreira a partir de Saramago Embargo é o desenrolar da vida. As expectativas refutadas pelos contratempos absurdos que simplesmente... acontecem. 
Os momentos  de humor irónicos e banda sonora por si só valem o visionamento. Recomendo o todos que tiverem oportunidade de ir ver.
Enquanto tomava banho tinha duas coisas em mente (em simultâneo):
1 - o título provisório do relatório de estágio e duas referências bibliográficas que ainda não adquiri por nunca estarem disponíveis em fnacs e afins.
2 - a música da Nucha: Sempre há sempre alguém que ainda não tem o tanto que teeeeeeeemos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Tive um sonho muito mau. Chorei durante o sonho inteiro. Acordei ainda transtornada e com o lábio a sangrar. E talvez devesse reavaliar algumas questões.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Em dias exasperantes há que ir aproveitando as coisinhas boas.


(Ando a comer disto como as pessoas normais bebem cafés.)

Como diria Mia Couto:

"O destino o que é senão um embriagado conduzido por um cego?"

in Terra Sonâmbula
Já ninguém me tira da Seaside. Vou lá  regularmente ver os quatro pares de sapatinhos que deviam estar em 40 no meu armário e alternadamente nos meus pés. Sim, quatro pares, para fazerem casalinhos e ainda praticarem o swing quando eu não estiver a olhar.

domingo, 26 de setembro de 2010

Aviso!

Tentarei controlar-me mas existe uma forte possibilidade de encher o blog com fotos do Coelho Branco.
Entre o meu percurso desde a paragem de autocarros até ao metro do Bolhão fui abordada por um jovem. Quando ando sozinha, tenho tendência a andar depressa. Não desacelerei, mesmo com o moço no meu encalço.
Moço: Não me queres ajudar? Estou a morar na rua e preciso de tomar banho. - Continuei a andar ao mesmo ritmo e a pensar "mas quê? Queres que te leve para casa e te dê banho?" - Preciso de dinheiro para alugar um quarto. Já tenho quase todo.
Eu (carregada com dois malotes que isto de chegar o frio requer o transporte de mantas para evitar - não - acordar com hipotermia): Mas achas que estou em condições?
Moço: São só 30 segundos, pousar a mala e ajudares-me com o que puderes.
Eu: Tem paciência, mas estou com pressa.
Moço: Acredito. Mas há duas noites que não durmo e preciso de um banho. - Deixei de responder e continuei a andar enquanto ele continuava o seu discurso. Já saíra do meu campo de visão e a sua toma contornos mais agressivos. Mantive-me impávida mas o meu pensamento foi "é agora que vou ser esfaqueada, não é?". Felizmente não. Só levei com um muito sarcástico e seco "Obrigado".
Obrigada meninos por me fazerem crer que apesar de não ser criança ainda posso ser mimada.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Hoje apetece-me esconder de todos, esquecer tudo. Pavonear as minhas asas longe, longe daqui e talvez levantar voo de vez.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Vão-me desculpar...

Mas hoje deu-me para a indignação. E aproveito para exercer o meu direito de me indignar sem fazer barulho neste espaço. Fiquei azeda azeda ao ler logo pela manhãzinha que o Paulinho vai ganhar 900 mil euros por ano para andar a fazer visitas de estudo com os meninos que não iam à escola na devida altura. Fico ainda mais azeda quando leio que o Queiroz ganhava o triplo. Fico amarga e rancorosa quando penso que a cultura é vista pelos governadores como dispensável e supérflua. Cultura é para snobs! Óbvio que sim! Se não está acessível à maioria da população e por esse motivo dela apenas usufrui a elite, é claro que o mito do snobismo aliado à cultura subsistirá. O que me deixa mais enraivecida é ter um ponto de vista (certo ou errado tenho direito a ele) em que elejo a cultura em detrimento do futebol como formação de um indivíduo. Ah e tal, cultura não enche o estômago! E a moral da população? É injusto uma pessoa querer uma distracção pós-laboral - sem ter de pagar um extra por tv cabo ao final do mês - que não se cinja a telenovelas recicladas? É justo pagarem-se estes ordenados quando há escolas a fechar e a privatização do serviço nacional de saúde parece cada vez mais uma realidade?
Esses meninos da bola para quem patriotismo é a cada par de anos vender a alma ao diabo para seguir jogos de futebol podiam dar o exemplo e abdicar do seu (segundo) ordenado milionário - paralelo ao que recebem nos clubes que representam. Chutar uma bola não é ser herói nacional.
Gosto muito que um candidato a presidente dê respostas tão esclarecedoras como:


Pedro:  
Boa tarde, o que é que um "desconhecido politico" como o senhor pode aportar de novo a umas eleições presidenciais?
quarta 22 de setembro de 2010 17:05 
Francisco Lopes: 
Pedro,
podia desconhecer-me, mas a partir de hoje já me conhece.
quarta 22 de setembro de 2010 17:06

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Relações interpessoais

O que me falta em beleza sobra-me em sarcasmo.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ironias

Se esta gente do Público é certa (e vou confiar que sim) parece que ganhei um bilhete duplo para a antestreia do filme Embargo dia 28. Vou chorar baba e ranho por pensar que podia estar a estagiar para o António Ferreira, não mo tivessem confirmado na minha primeira semana de residência já no Porto. (Sigh)


A quem ainda quiser rir um bocadinho, fica também o link para o mockumentary interno.

Apelo do dia - II

Posso mencionar várias comportamentos errados a ter para com uma rapariga. Mas vou destacar apenas um. Quando uma menina está à beira duma altura delicada do mês, não lhe dêem a provar coisas novas como... sei lá... Mcflurry. Isto pode levar a consequências desastrosas como o consumo de uns quatro em menos de uma semana.

Apelo do dia - I

Ó meninas... eu sei que o as contas vêm incluídas no preço do quarto. E que podemos gastar água e luz a nosso belo prazer. Mas por uma questão de civismo não deixem a televisão ligada a noite inteira sem que ninguém esteja na sala, ok? Também é desnecessário chegar a casa à tarde e ter a televisão ligada a dar Morangos com Açúcar quando não há vivalma a assistir. Isto é um atentado quase tão grande como ver a novela. 
É preciso eu vir para o Porto para pessoal que conheci em Espanha ir de erasmus para a Covilhã.


Eu
apuntate a un curso de portugués
cuando volver a Covilhã ya no hablaré castellano
:)
23:59
jaja
okss
yo aprendo
Hoje
00:00
Eu
seguro que sí
es fácil
ahora vas a saber lo que es tener una persona hablando contigo como si tuvieras 5 años

As possibilidades de o pôr a ofender pessoas quando pensa que as está a cumprimentar são infinitas. Mas acho que o anjinho da minha consciência vai ter mais peso que o diabinho. É uma seca ser boazinha.

domingo, 19 de setembro de 2010

Belas espécies comestíveis

Este fim-de-semana o quinto e último quarto da casa foi ocupado. Por uma açoriana. A rapariga é super simpática, tem pinta de ser caloira por dizer coisas como "espero que as outras raparigas gostem de mim". Digamos que... começou bem. Bastante bem. Chegou agora a casa com a mãe, eu acabadinha de jantar, e mostra-nos um saco enorme. "Isto é para vocês. São espécies, é típico dos Açores. A avó de uma vizinha minha que é como se fosse minha avó fez para eu trazer. Estão à vontade." Provei um e... aaaaaaahhhhhhhhh... divinal. Diz ela que não são frescos. Não quero imaginar o paladar daquilo quando acabados de fazer.

(Imagem a título ilustrativo - daqui)

Quando ela deixa o saco aberto em cima da bancada e vira costas só consegui pensar, mas mesmo cá do fundo: "não devias ter feito isso".

Nora Inu

Adoro o Kurosawa para além dos samurais. Em jeito thiller-noir temos uma premissa aparentemente banal transformada num quadro que apura sentidos e emoções. 
E mais uma vez faz-me apaixonar por Toshirô Mifune.
Há quem acorde às 7h30 da manhã com o cantar do galo. Há quem acorde às 7h30m da meia com o filho da puta do cão do vizinho a ladrar desalmadamente.

sábado, 18 de setembro de 2010

Serviço comunitário do dia

A todas as meninas que que querem saber onde comprei o meu verniz - e já são algumas (por exemplo: L.: "Tu estás a falar mas estava distraída a olhar para as tuas unhas. Onde compraste esse verniz? Também quero!") - dirijam-se a uma H&M que tenha secção de cosmética. O nome da referência é "Blue Sky" e os frasquitos de 3,2ml (são mesmo mini mini) são baratinhos.