terça-feira, 21 de setembro de 2010

Relações interpessoais

O que me falta em beleza sobra-me em sarcasmo.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Ironias

Se esta gente do Público é certa (e vou confiar que sim) parece que ganhei um bilhete duplo para a antestreia do filme Embargo dia 28. Vou chorar baba e ranho por pensar que podia estar a estagiar para o António Ferreira, não mo tivessem confirmado na minha primeira semana de residência já no Porto. (Sigh)


A quem ainda quiser rir um bocadinho, fica também o link para o mockumentary interno.

Apelo do dia - II

Posso mencionar várias comportamentos errados a ter para com uma rapariga. Mas vou destacar apenas um. Quando uma menina está à beira duma altura delicada do mês, não lhe dêem a provar coisas novas como... sei lá... Mcflurry. Isto pode levar a consequências desastrosas como o consumo de uns quatro em menos de uma semana.

Apelo do dia - I

Ó meninas... eu sei que o as contas vêm incluídas no preço do quarto. E que podemos gastar água e luz a nosso belo prazer. Mas por uma questão de civismo não deixem a televisão ligada a noite inteira sem que ninguém esteja na sala, ok? Também é desnecessário chegar a casa à tarde e ter a televisão ligada a dar Morangos com Açúcar quando não há vivalma a assistir. Isto é um atentado quase tão grande como ver a novela. 
É preciso eu vir para o Porto para pessoal que conheci em Espanha ir de erasmus para a Covilhã.


Eu
apuntate a un curso de portugués
cuando volver a Covilhã ya no hablaré castellano
:)
23:59
jaja
okss
yo aprendo
Hoje
00:00
Eu
seguro que sí
es fácil
ahora vas a saber lo que es tener una persona hablando contigo como si tuvieras 5 años

As possibilidades de o pôr a ofender pessoas quando pensa que as está a cumprimentar são infinitas. Mas acho que o anjinho da minha consciência vai ter mais peso que o diabinho. É uma seca ser boazinha.

domingo, 19 de setembro de 2010

Belas espécies comestíveis

Este fim-de-semana o quinto e último quarto da casa foi ocupado. Por uma açoriana. A rapariga é super simpática, tem pinta de ser caloira por dizer coisas como "espero que as outras raparigas gostem de mim". Digamos que... começou bem. Bastante bem. Chegou agora a casa com a mãe, eu acabadinha de jantar, e mostra-nos um saco enorme. "Isto é para vocês. São espécies, é típico dos Açores. A avó de uma vizinha minha que é como se fosse minha avó fez para eu trazer. Estão à vontade." Provei um e... aaaaaaahhhhhhhhh... divinal. Diz ela que não são frescos. Não quero imaginar o paladar daquilo quando acabados de fazer.

(Imagem a título ilustrativo - daqui)

Quando ela deixa o saco aberto em cima da bancada e vira costas só consegui pensar, mas mesmo cá do fundo: "não devias ter feito isso".

Nora Inu

Adoro o Kurosawa para além dos samurais. Em jeito thiller-noir temos uma premissa aparentemente banal transformada num quadro que apura sentidos e emoções. 
E mais uma vez faz-me apaixonar por Toshirô Mifune.
Há quem acorde às 7h30 da manhã com o cantar do galo. Há quem acorde às 7h30m da meia com o filho da puta do cão do vizinho a ladrar desalmadamente.

sábado, 18 de setembro de 2010

Serviço comunitário do dia

A todas as meninas que que querem saber onde comprei o meu verniz - e já são algumas (por exemplo: L.: "Tu estás a falar mas estava distraída a olhar para as tuas unhas. Onde compraste esse verniz? Também quero!") - dirijam-se a uma H&M que tenha secção de cosmética. O nome da referência é "Blue Sky" e os frasquitos de 3,2ml (são mesmo mini mini) são baratinhos.


Um grande wtf

Tentei ter um bocado de quality time comigo mesma já que sinto ter cada vez mais jeito para me relacionar com os outros. Esta busca de sossego e dum ponto de fuga acaba na compra de um par de botins - lindíssimos, terciopelo azul - e uma conversa estranha/ sinistra/ constrangedora nos jardins do Palácio de Cristal com um senhor que aparentava os seus 60 anos.
A ideia inicial ao deslocar-me até aos jardins do palácio era andar um pouco e eventualmente descansar o meu traseiro em algum canto a ler um pouco. Estava a tirar as minha fotos à turista quando o senhor me aborda.
Senhor: Quer que lhe tire uma foto?
Eu: Não não, obrigada. - Deu uma volta de 45º. O movimento da minha perna dava indicação que eu me estava a afastar, mas o senhor prossegue a conversa.
Senhor: Tens uns olhos tão tristes! - Olhei um bocado em choque para o homem.
Resposta mental: Oi?
Senhor: É uma questão de afectos?
Resposta mental: Se eu o empurrar com força suficiente será que ele chega ao Douro?
O senhor tira o jornal debaixo do braço, pousa-o no banco. Ao lado pousa a revista que vinha dentro do jornal dobrado.
Senhor: Senta-te um bocadinho!
Resposta mental: O que é que se está a passar?

Senhor: As personalidades das pessoas são diferentes. Não há duas personalidades iguais. E varia com as mentalidades. Os homens sofrem do complexo de Édipo... sabes o que é? - Acenei afirmativamente enquanto pensava "What... The... Fuck!" - E as mulheres têm o complexo de Electra. Todos precisam de afectividade. Mas os homens põem a sexualidade à frente da afectividade. É por isso que podem estar com várias mulheres diferentes. As mulheres põem a afectividade à frente da sexualidade. E acham querem imitar os homens, por isso andam com vários. Mas as mulheres não podem fazer isso. Porque vai contra a personalidade delas. - Mentalmente enterro a testa no meio das mãos. Depois de uns 10 minutos monologando sobre este tema, tenta adivinhar a minha vida amorosa/ sexual. - Mas o que te fizeram? Relacionaste-te com alguém que não te respeitou? Sabes o que quero dizer com isto, não sabes? - Devo ter feito um ar de loira confusa. - Não esperou por ti? Não tiveste o orgasmo? - Mentalmente escavei um buraco e enterrei-me viva ali mesmo, naquele bocado de chão. - Queres libertar-te? Não podes andar com outros rapazes! Se te queres libertar, tens de tirar um tempo, o mais curto possível, para voltar a gostar de ti. E depois disso voltas a tirar tempo para te projectares em ti. Conheceres-te. Saberes o que gostas, masturbação e essas coisas que tu sabes. - Neste momento o buraco onde me enterrava viva no pensamento anterior chegava ao centro da terra. O calor era intenso, e havia algo errado com as ondas magnéticas. - Depois podes fazer projectos. Mesmo que não sejam reais. - Portanto, a solução do senhor para os males da humanidade é... ter sonhos irrealistas. Bravo. - Mas tens de começar por gostar de ti. Os teus pés, a tua vagina, a tua barriga, os teus peitos, os teus olhos. - Por esta altura o buraco que se abrira até ao centro da terra ia já no Japão. Ouvir a palavra vagina de alguém com mais de 40 anos é um mal apenas remediável com seppuku. - Posso dar-te um beijinho? - Agarrou-me com uma força horrível e deu-me um beijo na testa.
Eu: Tenho... de ir andando...
Senhor: Posso desejar-te felicidades?
Eu: Sssssim...???
Senhor: Posso dar-te outro abraço? De vez em quando todos precisamos.
Eu: Ah... não... obrigada. Tenho de ir andando. Boa tarde.

Eu sei o que toda a gente estará a pensar. Mas não consigo simplesmente mandar alguém à merda e virar costas. 
Invoco a lei que obriga o dia a ter uma luz favorável sempre que saio à rua de calções ou saia acima do joelho para que atenue o efeito queijo suíço das minhas pernas. Ou que todas as pessoas que olhem para elas (incluindo a senhora da praça que diz "hoje vem muito fresquinha") as vejam com mais meio metro e lisinhas. 
Não é possível? Temos pena. Vou sair de calções na mesma.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pensamento do dia

Ó Louçã... cala-te só um bocadinho!
Ontem não me apetecia jantar, portanto fiquei sem sobras para a bucha de hoje. E é por isso que antes de ir tomar banho deixei um filete no forno enquanto tomava banho. Mas alegra-me saber que há gente pior que eu. Uma das raparigas com quem moro lembrou-se e pôs-se também a esta hora a fritar rissóis. Mas estou a referir-me a uma quantidade que mais parece destinar-se a uma barraca de tasquinha. 

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Porque gosto muito desta letra e música...

I laughed and shook his hand
And made my way back home
I searched for a foreign land
For years and years I roamed


I gazed a gazeless stare
We walked a million hills
I must have died alone
A long long time ago


Who knows? Not me
I never lost control
You're face to face
With the man who sold the world


The man who sold the world, David Bowie


Falemos de acasalamento

Descobri uns vídeos fenomenais da autoria da Isabella Rossellini (by the way, que se passa com o imdb?) que integram uma série de seu nome "Green Porno". Tratam-se de episódios individuais em que a actriz encarna diferentes animais e de forma simples (mas estranhamente explícita) nos informa sobre os rituais de acasalamento de várias espécie distintas. Os vídeos são muito curtos e divertidíssimos. Entre cobras baleias e aranhas, os meus preferidos são sobre patoscaracóis (spoiler: snails are into S/M).


(Estou com problemas em postar os videos, tentarei actualizar posteriormente).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Homofobia

(Sem conotação pejorativa) Hoje ouvi uma expressão fantástica. 
D.: Eu quando trabalhava na noite via-o a com muitas gajas.
L. (com ar escandalizado): Ele gosta de raparigas?
D.: Já me disseram que ele é cassete. - Eu e a L. olhamos a tentar compreender. - Toca dos dois lados. 

Razões pelas quais o google é adorável

(Clicar na imagem para aumentar)

Lembra-nos do 120º (nem tenho a certeza se sei como é que isto se lê) da senhora que nos deu o Poirot.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Já que estou em casa enquanto os Supertramp tocam a 10 minutos de distância acho que tenho direito a uma serenata, não? Mas não me venham cá com tunas. Carente mas exigente. 
Gerir o facebook de uma ex-estudante erasmus em dia de aniversário deve ser equivalente a trabalhar numa loja  de roupa em época de saldos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Computers versus me III

- correr o ccleaner - tudo ok.


- fazer com que o teclado responda somente ao aplicar-lhe uma força equivalente a gravidade de uma pata de elefante a embater no solo.


- correr o anti-virus - nao sei se alguma vez disse mas de ha uns meses para ca o meu portatil armou-se em puta fina e diz que sofre com o calor. Nao me deixa ver mais de 5 minutos de qualquer video online sem começar a fazer um barulho equiparavel a um motor de aviao e entao desliga-se por artes magicas (isto com bastante frequencia). Coisa que aconteceu quando o anti-virus estava a fazer scanner dos ficheiros ha ja mais de uma hora sem mais nenhuma aplicaçao aberta.

Se houver algum livro de auto-ajuda intitulado "O meu computador odeia-me, e agora?" eu compro.

(Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortografico que baniu o uso de acentos por pessoas que os gostam de usar correctamente)

And now for something completely different

Quero taaaaaaaaaaaaaaaanto ver Black Swan. O trailer parece-me tão The Red Shoes meets The Usual Suspects (num muito bom sentido).

 


Computers versus me (addendum)

E esqueci-me de mencionar no post anterior que o Microsoft Office também se lembrou que queria ser instalado outra vez. Pena não saber onde pára, e o OpenOffice que descarreguei dar erro.  

Computers versus me

Acho que ha uma sociedade secreta de computadores que conspira contra mim. So pode. Eis o meu historial num periodo de 24 horas:
- O meu portatil ontem começou a abrir janelinhas do avg como se nao houvesse amanha. O problema de acentuação voltou e a solução da ultima vez não esta a resultar (ainda vou desinstalar e voltar a instalar ccleaner e anti-vírus, mas sem grande convicção). Provavelmente já via uma formataçãozita, mas não tenho a certeza se sei onde andam os cds.  Vejo-me forçada a escrever mal as palavras para poder posteriormente ir ao corrector ortográfico, que nem sempre tem a palavras que preciso, ou a lembrar-me de palavras que tenham aquela letra especifica, escrevê-la mal, ir ao corrector ortográfico e copiar a letra que necessito. Em cima disto esta lento. Tao lento que mais parece os computadores da empresa.
Por falar em computadores da empresa:
- agora que esta tudo de ferias ou a aproveitar o final de estagio há em media dois postos per capita. O que sobra em quantidade falta em qualidade. O meu computador original depois do incêndio e a coisinha mais lenta que se possa imaginar. Deixei uma peça de 16 minutos a exportar enquanto fui para o pc do meu orientador que actualmente se encontra de vacances. Este processo só demorou das 9 da manha às 15h00. O computador do meu orientador a cada duas acções, nem sequer importa quais (não o podem acusar de discriminação) crachava que era uma alegria. Foi uma manha inteira a respirar fundo, fazer ctrl+alt+delete e tentar manter a calma. Depois fui conferir se um outro computador que estava lá parado era aquele que tinha dado um estalo quando faltou a luz. Ligou. O ambiente de trabalho não era o mesmo, e não tinha nenhum dos ficheiros que estava a usar anteriormente. Deduzi que devia ser outro. Mas não. A MJ inseriu a pen do software e ligou-o depois de almoço e la estava a familiar imagem de fundo psicadélica lá deixada por algum doidivanas e os meus ficheiros. A minha reacção foi pensar "ok... estou louca!".
Este ´´e mais um cap´´itulo da minha saga, mas continuo a n~~ao saber o que fazer em relaç~~ao ``a merda dos acentos. 

You selfish motherf*cker

A perfeição não se planeia nem acontece. E para a exigir a alguém será melhor olhar para o próprio umbigo primeiro.

domingo, 12 de setembro de 2010

Perguntas pertinentes

Se eu chegar ao pé do Laurent e disser "desculpe, importa-se que eu o viole só um bocadinho" será que ele acede?