As sequelas acabam com o sentimento de paz de um final. Bons romances seriam consideravelmente melhores se não continuados. É por isso que o "Fez chichi nas calças parte III" era tão escusado.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Verde
A minha cabeça gira e gira com pensamentos. Coisas a fazer, sítios a ir, gente a conhecer. E é cá dentro que faço isso. Ando num estado zombie-vegetativo. Vou no metro e vejo as pessoas. E as pessoas entram nos meus sonhos. Ou entrarão os meus sonhos no dia-a-dia? Estou a ver dois quadros, desnivelados, com duas acções distintas a decorrer ao mesmo tempo. E começam a fundir-se. O local da minha imaginação ocupa metade do espaço físico que se desenrola na minha frente. E sinto-me cansada. E há dias em que não sei se vale a pena. Há dias em que não me sinto maior. Mas quero. E esforço-me.
E escalada parece interminável. A tentação de voltar ao cume é muita - a distância é mais curta. Ou será a gravidade que continua a sobrecarregar-me?
Ainda não estou a meio e sinto-me tão verde. Quero amadurecer e cair com graciosidade. Mas não tenho nenhum porto de abrigo.
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Textos soltos
"Fez chichi nas calças" parte II
Isto teria piada se não fosse recorrente.A mesma senhora volta a entrar na sala, a cadela volta a descuidar-se mesmo ao lado da minha mesa. Acho que não cheirava. Mas o conhecimento do facto despoletou o meu olfacto psicológico e já começava a sentir náuseas. A minha patroa para a senhora "Então agora temos de ir buscar uma esfregona... Vamos tomar café." Limpar o chão? Nem antes nem depois. Levar o pobre do animal para o local de trabalho... à vontade. Estamos a falar da mesma senhora que não quer malas, águas ou o que quer que seja não relacionado com o trabalho em cima da mesa para não dar um aspecto desorganizado, mas deixa comida de cão espalhada pelo chão. Hurrai!
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Estágio
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Desoladíssima
A duas semanas do concerto no Porto (que coincide com o meu aniversário) os bilhetes para Supertramp estão esgotados na fnac, ctt e ticketline. Vou para ali chorar e comer meia dúzia de pernas de pau.
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Música
domingo, 29 de agosto de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Já admiti que sou mega fã das sextas à noite no VH1. A hora Boogie Night é mesmo perfeita para o final da semana. Mas isto hoje está demasiado girl power.
Passam isto (xxxiiiiiii... ao tempo que já lá vai):
seguido de "Man! I feel like a woman" e Chaka Kan ou ainda Sister Sledge e "Lady Marmalade" (na sua versão original).
VH1, a culpa de passar o resto da noite com este refrão na cabeça é vossa .
I don't want no scrub
A scrub is a guy that can't get no love from me
Hangin' out the passenger side
Of his best friend's ride
Tryin' to holla at me
Damn!
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Música
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Estou a criar um exército de iogurtes líquidos no frigorífico. Tivesse bateria mostraria foto.
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Gourmet
Se alguém viu uma rapariga de top azul e sapatilhas cor-de-rosa na secção de produtos de higiene do Froiz no centro comercial do Bom Sucesso a cheirar - literalmente - todas as qualidades de gel de banho disponíveis durante um quarto de hora não se preocupe. Encontro-me bem e consegui decidir-me por um palmolive.
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Higiene
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Jinxed...
Manhã
"Ah e tal, estamos em obra, somos electricistas buéda bons, vamos mandar a luz abaixo sem avisar o pessoal". Vejo o meu monitor a apagar-se e penso "Foda-se! O que é que eu fiz?". Ao ouvir protestos atrás de mim fico ligeiramente mais aliviada. "Então e isso vai demorar muito?". "Uns 20 minutos". Vinte minutos passam e nada. "Vamos jogar à sueca?". Já que o meu dia cheio de potencial foi por água abaixo, porque não? Meia hora mais tarde a luz volta. Ao ligarmos os computadores, eu e a L. ouvimos um som não familiar. A luz volta a ser cortada.
Três horas depois e já almoçada recebo a notícia "o teu computador queimou". CLARO! Mas é claro que entre os 12 computadores o meu tinha de ser um dos 4 a ir à vida. Mas eu estava à espera de quê? Eu já nem digo que gostava de ter sorte. Um dia sem percalços chegava-me.
Tarde
Primeiro dia de praia do ano. Ou devo dizer primeira hora? Foi bom para descontrair. Mas depois de um período de tempo que me pareceu não inferior a 3 horas - com pombos a rondar-me e garotos a falar com um elevadíssimo tom de voz e sotaque nortenho - ao ir embora apercebo-me que devo ter ficado ali apenas uma hora, entre as 18h e as 19h. Praia definitivamente não é a melhor coisa do mundo. Nem sozinha sem estar sujeita a disposições alheias e olhares de esguelha quando me besunto pela quinta vez com protector solar.
Apesar da minha quase aversão a este concorrido espaço social, não posso menosprezar a companhia do meu novo amor platónico:
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Livros
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Nota mental: Deixar de comprar perna de pau às caixas. Se fico no Porto de fim-de-semana vão aos três por dia. Ainda bem que almoço na empresa - que é como quem diz na na relva seca com vista para a auto-estrada e com abelhas a tentar comer o meu almoço porque após o incêndio pintam as paredes mais próximas do tecto, mas deixam o bar para o final.
Tivesse nascido com uma pila não tinha perdido 40 minutos à procura da caixa de tampões comprada na semana passada e tinha ido ao meu encontro com Mia Couto na praia.
Sinto-me tão frustrada.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Paper Moon III
Consta que de amanhã a três semanas se assinala o meu envelhecimento. É para avisar que a wishlist continua actualíssima mas se me querem ver com um sorriso de garota realizem um dos meus sonhos antes de morrer... uma foto numa lua de papel.
Não consigo explicar o fascínio. Mas transmite uma tranquilidade e nostalgia de coisas que não vivi.
(Nota: Um telefonema poderá ter o mesmo efeito).
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Wishlist
Mas esta gente vive em que mundo meu deus? À próxima pessoa que me disser "até te podem querer lá" (em relação ao estágio) e insista no tema apesar da dica "nem vale a pena falar sobre isso, eu estou lá e sei como é que aquilo funciona" arrisca-se a levar um miminho do meu punho no meio das ventas.
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Estágio
Banho com a água à temperatura perfeita numa manhã fria faz-me sentir um bebé a ser aninhado.
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domingo, 22 de agosto de 2010
Para a A., que gosta - e compreende - o meu lado piroso
Conto da menina com os órgãos trocados
Nascera com uma rara condição:
O cérebro no lugar do coração.
Com o desejo subvertido à razão
Jamais expressara qualquer emoção.
Dizia que ia, dizia que voltava
Solução para o problema,
Essa não encontrava.
Certo e errado faziam sentido.
Amor e desamor
Nunca tinha conhecido.
Encontros furtivos
Era coisa que desprezava
"Para quê o trabalho
Se pela manhã acaba?"
Virou moda
Todos o faziam.
Tentou e tentou
Mas não a satisfaziam.
Num olhar distante e incrédulo
A solução procurou.
Desejo de remedeio
Assim a acalentou:
"Como se sente?".
O médico perguntou
"Não sinto. Mas quero.
É a razão porque aqui estou."
A extensivos exames
Se submeteu.
"Após tantas horas perdidas
Talvez haja agora uma saída.
A mente humana tem as
Suas disfunções, mas nunca vi
Cérebros no lugar de
corações...
Pede-me o antídoto
Para a cura que muitos procuram.
Temos a resposta
que alterará a sua vida futura."
"Já nada tenho a perder.
Neste mundo insensível
Quero deixar de parecer.
Livrem-me da ignorância.
Quero saber o que posso ser,
O que poderei dar e partilhar
e também aprender."
Não mais de um mês passara
quando sentiu que algo mudara.
Onde anteriormente um estranho
repousara, agora um coração
pulsava.
Sentia-o crescer.
Quase demasiado grande como
Se não coubesse no peito.
Foi o presságio que teve antes de partilhar o seu leito.
O encontro foi fugaz
A emoção foi sentida.
Não sabia existir
Tamanho prazer na vida.
Se rápido veio,
mais depressa abalou.
A sensação de perda
Nunca a abandonou.
Convenceu-se de ter
Um coração com defeito.
Vergada pelo seu peso
Quase tocava o chão desfeito.
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Textos soltos
A minha cabeça está há uns dias a pensar em verso. É só uma advertência para eventuais posts.
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Inspirar fundo e começar o processo de mentalização
- Definir prioridades e não as alterar ao longo do percurso consoante as variações de humor.
- Assumir a beleza dos defeitos e imperfeições.
- Saber que a frustração alheia requer muitas vezes um bode expiatório.
- Ser alvo de sentimentos negativos não é sinónimo de os acatar.
- Ignorar nem sempre é fácil, mas em nome da sanidade mental poderá ser a longo prazo uma boa opção.
- Apatia também pode ajudar.
- Descobrir o botão "switch off" para o mundo.
- Descobrir se "switch off" é sinónimo de apatia.
- Descobrir se apatia é um eufemismo para favaios.
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Desabafos,
Lema de vida
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Apeteceu-me brindar-vos com uma obra de arte feito no melhor software de todos os tempos: o paint. Apresento-vos a distribuição do espaço do meu (improvisado) local de trabalho.
(Para sádicos que queiram ver a imagem maior basta clicar sobre a mesma)
Hoje esta minha exibição de talento justifica-se, porque do meu lugar "privilegiado" de costas para toda a gente mas de frente para a patroa - sinónimo de pelo menos 6 horas por dia com a parede como panho de fundo - fui a única a ter acesso com (quase) todos os sentidos a um momento único. Houve quem ouvisse, houve quem não se tenha apercebido. Minha gente, vi, ouvi e (infelizmente) cheirei.
Mas vou ter fazer uma contextualizaçãozinha antes de passar aos acontecimentos. Segunda-feira a patroa aparece no local de trabalho com o seu labrador de 6 meses (cachorro enorme). O animal que toma banho de cinco em cinco dias para não cheirar a cão tem desde então comparecido diariamente. Todos os dias muito bem comportada, fica a um canto sem quase sem se mexer. Hoje estava ela ao lado da mesa da patroa (local assinalado como "spot" na imagem) a dormir. Aparece outra trabalhadora amicíssima da senhora para ir passear a cadela.
Patroa (com um tom de voz maternal): Ela acabou de adormecer. Não a acordes. - A cadela desperta. A outra senhora começa a fazer-lhe festas.
A outra senhora: Ela está a fazer a chichi!
Patroa (a olhar para a cadela que obviamente está a criar uma poça no meio do chão): Não está nada! Ela nunca me fez isso!
A outra senhora: Mas está mesmo!
Começaram a rir-se e a fazer festas na cadela enquanto esta se rebolava na sua própria urina e diziam como quem fala para um bebé "fizeste chichi nas calças? Foi?".
Tive de morder os lábios e olhar para baixo para não dar parte fraca com meia dúzia de gargalhadas.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Onde é que está a luz?
Desde há mais de uma semana anda tudo a cantar isto
"Onde é que está a luz?
Onde é que está a luz?
Gostava de saber onde é que está a luz?"
Só hoje vi o vídeo e é genial.
É oficialmente a música do estágio.
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Para animar as tropas,
Vídeos
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Estúpida dor de burro (ou será de burrice?) e sono desregulado. Pouca fome, muita sede que não acalma com água. Vou descobrir se um perna de pau pode aliviar a minha angústia.
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Gourmet
sábado, 14 de agosto de 2010
Ossos do ofício
Não faz sentido. Eu não faço sentido. Aguardo ardentemente o dia em que vou ter coragem de te dizer "VAI-TE FODER". Até lá continuo a descarregar a raiva - não sei se é esse o nome do sentimento, preferia antes chegar à conclusão que nem a esse nível me afectas - no outro elemento da equação. Falo-lhe com o tom de voz que que se devia dirigir a ti. Tudo o que fazes é exigir mas não sabes dar, apesar da tua convicção do contrário. Apregoas aos ventos o bom samaritano que és, mas o teu espelho mágico não reflecte a natureza escondida por baixo da superfície. Desaparece de uma vez e deixa-nos em paz.
Dói? A mim tem doído muito mais, e não é de agora. Dói por não o poder dizer. E dói por magoar outras pessoas para não te atingir. Odeio-te por precisar de um ombro mas ser demasiado fraca para o pedir. Não sou como tu. Não quero ser como tu. Portanto, até esse dia: VAI-TE FODER!
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Desabafos
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Eu quero tocar fogo nesse apartamento...
...você não acredita.
Quando eu chego em casa nada me consola
Você está tão aflita
Você não está entendendo
Quase nada do que eu digo
Eu quero ir-me embora
Eu quero dar o fora
E quero que você venha comigo
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Música
O derradeiro teste
Depois de ao longo da semana me ter cruzado com todas as superstições populares que conheço, lembrei-me que hoje é sexta-feira 13. Se amanhã estiver inteira cedo o meu corpo à ciência para analisarem o porquê de ter sobrevivido a tanto mal agouro.
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Jinxed
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