A minha cabeça gira e gira com pensamentos. Coisas a fazer, sítios a ir, gente a conhecer. E é cá dentro que faço isso. Ando num estado zombie-vegetativo. Vou no metro e vejo as pessoas. E as pessoas entram nos meus sonhos. Ou entrarão os meus sonhos no dia-a-dia? Estou a ver dois quadros, desnivelados, com duas acções distintas a decorrer ao mesmo tempo. E começam a fundir-se. O local da minha imaginação ocupa metade do espaço físico que se desenrola na minha frente. E sinto-me cansada. E há dias em que não sei se vale a pena. Há dias em que não me sinto maior. Mas quero. E esforço-me.
E escalada parece interminável. A tentação de voltar ao cume é muita - a distância é mais curta. Ou será a gravidade que continua a sobrecarregar-me?
Ainda não estou a meio e sinto-me tão verde. Quero amadurecer e cair com graciosidade. Mas não tenho nenhum porto de abrigo.




