sábado, 31 de julho de 2010


"I can't express anger. That's one of the problems I have. I grow a tumor instead."

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Eu vim estagiar para não ter trabalhos de casa. Agora tenho de trabalhar trocando e-mails a dar conta do que está ou não feito. E pesquisa é uma seca. O seguro vai pagar o prejuízo mas que o computador do trabalho se tenha salvo e que esteja tudo operacional depressa, por favor.

Nota


Agora vou ajudando numa área que não é a minha por não ter condições para trabalhar em casa. Se alguém souber onde posso ter acesso a nomes de marcas, empresas, cursos, lojas, hospitais, companhias de transportes, lojas (etc.) angolanas em Angola e quiserem partilhar a informação fico seriamente agradecida.

Há dias em que não devemos calçar sandálias

Esta manhã, como vem sendo rotina há quase um mês, cheguei à empresa onde estou a estagiar. Cá fora estavam o meu coordenador e duas colegas minhas a fumar. "Bom dia", cumprimentei. Olharam-me com ar muito sério e apontaram então para a parte de cima do edifício. Janelas partidas e estores queimados eram o pano de fundo do cenário que se apresentava.
Eu: O que aconteceu?
L.: Houve um incêndio. Ardeu tudo.
Levei a mão à boca em incredulidade e acho que ainda soltei um "estás a gozar!"
L.: E ainda não viste por dentro.
Nesse momento chegou o chefe dos bombeiros e entrámos com ele. O choque foi ainda maior lá dentro. No chão havia enormes poças de água escuras. As paredes estavam completamente negras. "Os bombeiros demoraram a chegar cá. O incêndio só se deu nesta zona. O problema muitas vezes não é o fogo em si, mas o fumo que causa estragos, apesar das pessoas terem mais medo do fogo. Tiveram de partir as janelas porque devia ao fumo o andar de cima aqueceu e estava demasiado calor, provavelmente uns 200/300º."
Ao lado da fonte do incêndio estava a carrinha da companhia, que aparentemente saiu apenas ligeiramente chamuscada. Se a vida real é como os filmes de acção, provavelmente não poderíamos sequer ter entrado se o veículo tivesse explodido.


Ver as pessoas a chegar sem saber de nada, e assistir a todas a terem a mesma reacção também foi penoso. Sobretudo uma senhora que não tinha sido avisada, e ao ver a cara dos colegas pergunta o que se passa. Começou então a chorar e a berrar desalmadamente "Nós vamos levantar isto outro vez do zero. Nem que tenhamos de trabalhar dia e noite".
Eu podia ter vindo para casa, mas quis ver a reacção da minha chefe. Chegou, foi connosco ao café e estava super bem disposta e animada a dizer que "nada acontece por acaso". O seu discurso valeu uma troca de olhares entre a restante equipa onde se lia nitidamente "está louca!".
A nossa sala, toda envidrada estava completamente negra por fora.


Agarrámos em baldes e panos, limpámos os vidros para podermos ter alguma luz para remover os computadores e fazer um balanço dos estragos. Vamos tentar adiantar trabalho a partir de casa, mas não sei o que vai acontecer nos próximos dias.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Crítica ao Inception

Quero fazer amor com o cérebro do Christopher Nolan. Ou com o Joseph Gordon-Levitt.

Fim.
Qualquer dia desisto de ir ao cinema. A semana passada fui ver o Shrek que apesar de ter como público alvo uma audiência mais infantil não tenho nada a assinalar em relação ao comportamento das pessoas. Hoje fui ver o Inception. Dia de semana, sessão das 17h, pensei (ingénua) que fosse estar quase sozinha no cinema. Cheguei à porta da sala, uma senhora com dois baldes de pipocas enormes nos braços. Sentei-me. Pessoas comiam pipocas à minha frente, pessoas comiam pipocas atrás de mim, pessoas chegaram mais de 20 minutos atrasadas e enervaram-me de tal maneira que me desconcentraram ou ainda pessoas ao meu lado com a música da Rihanna como toque de telemóvel a atendem três chamadas durante o filme.
And that's why we go to the movies.
Senhores donos de grandes superfícies comerciais,

Venho por este meio apelar à vossa caridade. Gostaria de saber se posso arrendar chão na secção de iogurtes do hipermercado. É só coisa de 1,70m de altura e outro tanto de largura para uma pessoa também se poder mexer um bocadinho. Só até ao Inverno (quando chegarmos aí implorarei que me deixem ficar na zona onde assam os frangos). Prometo que não estorvo.
Agradeço desde já a resposta.
Atentamente,

Alguém que está a sofrer muito com o calor.

domingo, 25 de julho de 2010

sábado, 24 de julho de 2010

Apercebi-me hoje que devo andar à vontade 4 km por dia (ida e volta até ao local onde estou a estagiar). Hoje fiz esse percurso duas vezes e ainda tive de ir ao hipermercado no shopping. As escadas rolantes não estavam a funcionar, e desde ontem o elevador não funciona... moro num quinto andar. Por isso cheira-me que amanhã vou passar o dia com um livro na mão e pernas levantadas.
Algum truque para relaxar as pernocas?

O piropo não tem arte nem classe

O Porto é uma cidade onde abundam mulheres bonitas. Segundo o Edu, é a cidade portuguesa "com mais mulheres bonitas per capita". Então peço encarecidamente aos senhores (especialmente os que parecem fazer plantão ao pé do metro) que se virem para essa amostra populacional e parem de me mandar suspiros e piropos, pode ser? Ainda esta manhã quando vinha do trabalho, estavam meia dúzia de senhores montados em escadotes de volta de uma lona que se estendia ao longo do edifício. Passei sem ser notada, ouvindo os senhores a falar sobre as suas vidas amorosas "provaste a mulher do Jorge e acordaste o garoto!". O mesmo não se passou à hora de almoço (e sim, tenho mesmo de passar ali para ir para casa).
Homem da Lona 1: Quando passa uma menina olham todos.
Homem da Lona 2: Mas esta é jeitosinha!
Homem da Lona 1: Ela sabe que sim.
"Inspira fundo, finge que és surda e segue o teu caminho."
Isto não seria tão problemático, se não tivesse tido uma experiência traumática na sexta-feira da semana passada. Para contextualizar vou começar por falar de um dos meus maiores problemas de sempre: transportes públicos. Transportes públicos são o meu método primário de deslocação. Se fizer viagens sozinha que excedam os 7 minutos, é certo que em 90% dos casos vou adormecer. Na viagem para casa desse dia, sentei-me como normalmente. O autocarro ia relativamente vazio. Tanto os lugares atrás como à minha frente estavam vagos. Contudo, um senhor de pasta e fato bege resolve sentar-se ao meu lado. Nada de estranho. Fazia calor, e adormeci. Quando estava já naquele estado em que a cabeça começa a oscilar, sinto a zona ligeiramente acima do joelho particularmente quente. Abri os olhos e vejo uma mão sobre essa mesma zona. Assim que me sentiu despertar, o senhor recuou na sua tentativa de contacto físico. Senti-me violada. Gostava de dizer que lhe dei um estalo, mas a reacção que tive ao choque foi colar-me o máximo possível ao lado da janela, e não pregar olho durante a hora seguinte.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Hoje (mas só por hoje), os meus melhores amigos:



As coisas não me são indiferentes, e amanhã vou ser mais forte.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Duas notas

1.
Isto de trazer salada para a bucha perde o efeito quando a meio da manhã vou até à vending machine comer o que quer que lá haja doce. Não posso trazer moedas.

2.
Estreia hoje o Inception. Iei. Não passa de amanhã (ou sábado... ou domingo).

sábado, 17 de julho de 2010

Cuco

Às vezes a única maneira de não magoar mais uma pessoa é desiludindo-a. Ter consciência do que se faz nem sempre é suficiente. Estar à beira de um precipício e saber as consequências de mais um passo não evita o derradeiro salto. Como seres racionais deveria. Mas os seres racionalmente burros hão-de continuar a deixar de lado a razão que racionalmente compreendem, mas fisicamente não sentem. E não há volta a dar.
***
Às vezes a única maneira de não magoar mais uma pessoa é desiludindo-a. Sei o que estou prestes a fazer. Como diz o povo: as desculpas não se pedem, evitam-se. Mas vou antecipar-me e desculpar-me pelo egoísmo calculista, por tudo o que estou prestes a fazer. Por despertar os mortos, por ser má sem maldade. Erros são acidentes por ignorância. A repetição de erros é um buraco cíclico da condição humana. Erguemo-nos fortes mas vazios por dentro, ou continuamos com falsas esperanças e promessas que não queremos cumprir.
Por tudo isto, desculpa o que estou prestes a fazer.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Top dos tops

Ia metida na minha vidinha, prestes a apanhar o metro quando ouço um homem de bigode farfalhudo murmurar "docinho". Estava a olhar na minha direcção. Naquela zona nos dois primeiros dias estes episódios foram recorrentes. Hoje o meu pensamento foi "mas até que ponto alguém tem de andar ressabiado para dizer coisas destas a uma rapariga de calças de ganga, camaroeiros e top largo da Zara que poderia ter sido comprado numa loja pré-natal?".
***
Cheguei a casa, e quando vou à casa de banho - que tem uma janelinha que ilumina o espaço maravilhosamente - apercebo-me que à luz do dia o top-pseudo-pré-natal-fofo-mas-longe-de-ser-sexy roça um bocado a transparência.

Não tenho a certeza se estas duas constatações estarão interligadas, mas pelo sim pelo não já tenho uma burca encomendada.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Acho que vou deixar de beber...

... e começar a ir a concertos. Não estou habituada a tanta oferta. Estou a sofrer.

14 de Setembro - Supertramp, Pavilhão Rosa Mota
12 de Outubro - Apocalyptica, Casa da Música (também a 10 minutos a pé de minha casa)
13 de Novembro - Rodrigo Leão & Cinema Ensemble, Coliseu do Porto

Snif!

"It's in your face but you can't grab it"

Depois de ver um vídeo do Mike Patton quase a ser descalço enquanto fazia crowd, passei o dia a ouvir isto:



Descoberta orgásmica do ano:

Golden Grahams de canela

São mesmo aaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh (saliva a escorrer).
Estava a comentar o achado com a Su quando ela pergunta "mas isso não é tipo cini minis?". Nunca tinha provado cini minis na vida. Só o nome é um bocado amaricado. Fui ver a embalagem e reparei então que dizia "os teus cini minis são agora golden grahams canela". E a pergunta fica: onde é que eu andei estes anos todos.

terça-feira, 13 de julho de 2010

How to... cook

É preciso muita incompetência para não conseguir fritar calamares. Aqui fica a receita.

Utensílios e ingredientes: uma frigideira, azeite, meia dúzia de calamares que seriam a bucha (só porque bucha e merenda são as minhas palavras preferidas para designar uma refeição) do dia seguinte e algo para os ir virando.

Passo 1: Ligar o fogão de placa no 6 (para que conste, é o máximo).
Passo 2: Atirar para lá um calamar, confirmando que o azeite está quente (não a ferver, simplesmente quente).
Passo 3: Estranhar o facto deste se estar a pegar à frigideira.
Passo 4: Ignorar o facto de ter estranhado que o calamar se estivesse a pegar à frigideira.
Passo 5: Atirar os restantes 5/6 calamares que estão de radiantes por desfazerem a massa exterior numa pasta estranha, deixando apenas as argolas.
Passo 6: Provar um bocado duma para saber se estarão comestíveis.
Passo 7: Deixá-las lá ficar mais um pouco enquanto são engolidas por uma nhanha bege com vida própria.
Passo 8: Tomar consciência que talvez não esteja a resultar e desligar o fogão.
Passo 9: Esfregar a frigideira com tudo o que há à mão e constatar que a nhanha bege se fundiu com a frigideira.
Passo 10: Em desespero de causa, limpar a frigideira com lixívia, e esperar que não dêem por nada.
Como vou ter de ir a casa para poder variar a minha muda de roupa para a próxima semana, não vou ao Marés Vivas. Mas descobri hoje que os Supertramp vêm ao Porto no meu dia de anos e que segundo o google maps o Pavilhão Rosa Mota fica a 11 minutos a pé de minha casa portanto, talvez me ofereça uma prenda de aniversário.
O pai da açoriana insiste em andar de calções e camisa aberta a exibir a barriga de cerveja. E suspeito que seja também o responsável pelo tampo da sanita levanto e autoclismo por descarregar.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

"You can't change the way she feels but you can put your arm around her"

Esta foi a música de hoje.


Antes de mais: não, não me estou a sentir triste. Mas hoje sabia tão bem adormecer com festinhas na cabeça.
Estou a morar com duas arquitectas: uma açoriana, e outra madeirense com sotaque angolano (não perguntem).
***
Entretanto aguardo ansiosamente saber se tenho jantar para hoje e bucha para amanhã.


(Só porque têm um aspecto tão fálico... Pronto, deve muito provavelmente ser só a minha imaginação que vê falos em todo o lado.)


Há lá coisa que evidencie mais a masculinidade de uma pessoa do que pintar pénis de 3 metros a ejacular no passeio? Olhe que eu acho que não.

domingo, 11 de julho de 2010

A minha casa é labiríntica. Sabia que havia uma segunda casa de banho além da principal, pois lembrava-me de quando me mostraram a casa. Mas até a encontrei quase tive de arrombar três portas antes.