domingo, 11 de julho de 2010

Correndo o risco de ser crucificada...

Qué viva España!

(Se bem que o resultado me dá igual)
A moça com quem estou a morar avisou-me de manhã que o pai dela ia andar por casa até ao final da semana para a ajudar a arrumar as tralhas. Estava avisada. Mas vislumbrar o senhor sem t-shirt ao fundo na cozinha fez-me dar meia volta e trancar a porta do quarto.

sábado, 10 de julho de 2010

Não acredito que vou perder isto...

Tenho inveja...

... dos gatos. "Olha para mim que não tenho de me levantar às 6h30 da manhã. uuuummmm espreguiçar-me na calçada o dia todo". Os do Porto nem se dão ao trabalho de fugir. Odeio-vos.


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Biba o nuerte

O metro vale-me pelo menos mais vinte minutos a andar, mas não sei se quero voltar a apanhar o autocarro.


O sotaque nortenho era das coisas que mais me fazia hesitar na questão de vir para o Porto. Ainda não me habituei e não gosto do facto de ocasionalmente dar por mim a pensar com sotaque. Mas nunca pensei ouvir uma combinação de pronúncia do Norte com serrana (isto sem mencionar a peixeirada).

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Black

Parece que todos os dias me aparece uma nova música preferida.


Aquele final dá-me vontade de saltar para cima de alguém. Não no sentido de espancamento mas de acasalamento.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Chamadas anónimas

Sinto que tenho de partilhar o momento alto do meu dia. Ia o Edu quando recebo uma chamada anónima. Pensei que possivelmente seria algum dos números para onde tinha ligado a perguntar de quartos. Passo a citar o sucedido:
Eu: Estou?
Homem com sotaque nortenho: Posso rhgjsak ijsjpokdosa?
Eu: Não percebi. Pode repetir?
Homem com sotaque nortenho: Posso fazer umas perguntas? - Eu já a pensar que seria um inquérito sobre a frequência com que uso o cartão multibanco online ou sobre o estado geral da minha saúde respondo:
Eu: Sobre o quê?
Homem com sotaque nortenho: Roupa interior. - Estive à beira de um ataque de riso ainda antes de terminar a chamada, mas consegui compor-me e responder:
Eu: Não, obrigada.

Anybody seen my baby

E hoje esta foi a minha nova música preferida:

Isto de procurar casa é mais complicado do que parece. Entre pessoas que não atendem e quartos já alugados (tirem lá os anúncios para uma pessoa não ir na senhora da asneira) continuo a ser penetra. Com o site da universidade a dar poucos resultados, num momento de desespero comprei o correio da manhã para ver os classificados. Não pude deixar de constatar que há mais anúncios de meninas a vender(em-se) os seus serviços do que de quartos para alugar. Eu pessoalmente tenho mais necessidade da segunda, quando estiver instala pondero a primeira e talvez ligue para a "Linda Grávida" ou para a "Luísa Portug 40Tona peluda meiga fogosa" (hope they're not taken).

terça-feira, 6 de julho de 2010

Coração dividido:

Ir a casa no fim-de-semana de 15 por ocasião de um aniversário ou ficar para ver Placebo e/ou Ben Harper?


Hum...

Bruce, tens uma nova fã

Pensava que não era grande fã de Bruce Springsteen, mas hoje apeteceu-me começar a manhã com Magic para abafar a peixeirada que as minhas colegas de estágio fazem (que passa por discussões filosóficas sobre se o filho do Cristiano Ronaldo foi um deslize ou uma barriga de aluguer paga), passando por Fire e acabando a ouvir durante (à vontade) duas horas em loop uma das minhas novas músicas preferidas "Prove it all night":


Perdoa-me Bruce.

Everybody's got a hunger, a hunger they can't resist,
There's so much that you want, you deserve much more than this,
But if dreams came true, oh, wouldn't that be nice,
But this ain't no dream we're living through tonight,
Girl, you want it, you take it, you pay the price.

E estes primeiros versos são das coisas mais sexy que já ouvi.

Baby, tie your hair back in a long white bow,
Meet me in the fields out behind the dynamo,
You hear the voices telling you not to go,
They made their choices and they'll never know,
What it means to steal, to cheat, to lie,
What it's like to live and die.


Agora todos juntos

Prove it all night,
Girl there's nothing else that we can do,
So prove it all night, prove it all night,
And girl I'll prove it all night for you.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

Há algo de muito errado quando a coisa mais decente a passar na televisão nacional é um concerto de Tony Carreira.

a "A" Crisma

A crisma já terminou, e como seria de esperar foram duas horas e meia desperdiçadas. A minha irmã apregoava com orgulho que ia ser a sua "última hóstia" e eu cada vez me sentia mais idiota por ter acedido em primeiro lugar a deslocar-me ali. Tenho de apontar mentalmente que preciso de uma estratégia para contrariar a garota. Bem, a festa propriamente dita (como lhe chamava o bispo) foi longa, enorme. O fim não se avistava. E qualquer tentativa de me manter séria ia por água abaixo quando olhava para o bispo. O senhor desfilou pelo corredor central, acenando à lá papa a todos os presentes de um lado e do outro, acompanhado pelo sempre taciturno (e muitas vezes com um ar possuído) padre da paróquia. Vi-lhe a cara e achei-o extremamente cómico. Fazia-me lembrar algum actor de comédias dos anos 70, mas não conseguia associar a quem. Deu um discurso que descontextualizado pode corroborar os já confirmados casos de pedofilia existentes na igreja. Não podendo dizer textualmente o que o senhor proferiu, vou parafraseá-lo. "Alregro-me de ver tantas pessoas, sobretudos os mais novos. A flor da juventude com rostos alegres e jovens. Amiguitos e amiguitas que estão ainda ao colo dos pais, este vosso amiguito vos saúda do fundo do coração", acrescentando ainda ao longo do discurso "estão aqui para se tornarem mais firmes e fortes... na vossa fé". O meu ocasional ponto de fuga foi o mesmo que usava em pequena, concentrar-me na enorme imagem que está na parede e pensar "mas aquilo é uma carpete? Parece uma carpete... E se é uma carpete como é que a limpam?"


Na qualidade de madrinha tinha de estar nos bancos da frente. Ou seja, bocejar discretamente e tentar não ser apanhada a mascar pastilha. E isso foi o mais empolgante de tudo. Ainda me orientava quando era para levantar e sentar mas, lamento, não me dei ao trabalho de fingir que estava a rezar ou benzer-me. Segundo o discurso de uma das catequistas sou a "fiadora da fé"da minha irmã. Espero que não lhe cobrem isso ou a moça estará um bocado desamparada.


Venho já há muito tempo a dizer que gostava que a minha vida fosse um musical. E algumas pessoas já tiveram a infelicidade de o constatar. Bem, isso na igreja é possível. O coro cantava - se bem que nenhum dos meus clássico de infância como "esta luz pequenina" - e quase dava vontade de galgar os bancos e cantar com eles. Excepto quando usaram o "sounds of silence" com os versos "Pai nosso, tu que estás/ nos que amam de verdade/Faz que o teu reino que por ti se deu/ Chegue em breve ao nosso coração/ E o amor que o teu filho nos deixou/ O Amor venha habitar em nós" que quase me levou as lágrimas aos olhos por presenciar tal assassinato. Pronto, já passou...
Apesar de normalmente não vir para aqui comentar o outfit das pessoas, tenho de falar do moço na foto abaixo de casaco branco. Ele e o padrinho iam exactamente iguais, com isto quero dizer IGUAIS. Calças pretas, camisa com o mesmo padrão e o casaco branco com o mesmo corte, quais barões da droga. O objectivo da foto era apenas mostrar o bispo - coisa que também não foi muito bem conseguida graças àquela coisa (ceptro?) que não tirava de frente da cara do meu ângulo de visão. E isto porquê? Lembrei-me de onde reconhecia aquela cara. Ele é igual ao Peter Sellers.


Ok, não me lembrava do comprimento do vestido. Pensava que ficava ligeiramente abaixo do joelho afinal fica um palmo acima. Dois palmos quando sentada. Espectacular, vou de perna ao leu para a igreja.

Filha da puta da responsabilidade

Bem que gostava de ir para a igreja de ressaca. Não se vai dar. Não me esforcei para isso ontem.

sábado, 3 de julho de 2010

A caminho do Porto

Como a resposta de Coimbra foi "Desculpa mas estive fora esta semana e não sei como está o plano de trabalho. 2ª feira vou ver o que está previsto" parto amanhã em direcção ao Porto. Para começar fresquinha em Ramalde às 8 da manhã.
Não sei onde param os meus collants preferidos que tanto me acompanharam em noites de bebedeira por Espanha sem nunca se romperem. Já os usei cá, mas entretanto deram baixa. Se alguém me conseguir indicar onde comprar uns semelhantes que me informe por favor.


Moltes gracies.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Despedida do R.

Quarta-feira via messenger:
Eu: Vou-me embora na sexta.
R.: Não me digas isso. Não é um bom dia para lágrimas.
Eu: Temos de nos ver antes. Amanhã sais?
R.: Não sei.
Eu: Se não saíres vou-te buscar a casa.
R.: Podes vir.
***
Ontem foi "quinta-feira à noite" e a população feminina reúne-se pela última vez até data incerta. Levei o vestido verde às flores (e só ontem me apercebi do seu real comprimento dele: mais curto do que me lembrava) só para a Grace, que agradeceu o gesto em apalpões. As meninas por diferentes motivos tiveram de se recolher e fui à famigerada zona dos bares onde estava o R., a pessoa que se saí com as melhores histórias e comentários de sempre. Chegada aí, perguntam-lhe se sabe de algum manual para mulheres.
R.: Já procurei pdfs no google, mas isso não há. - Já deve ter perdido a .
Eu: Então e manual para homens?
R.: Manual para homens, isso é muito fácil. Ou queres ou queres. - Já eu estou prestes a desmanchar-me a rir quando continua com a sua teoria. - Agora mulheres há vários factores. Descobri há pouco tempo o "factor amiga". Virei-me para uma gaja e ela disse que não era suficientemente alto para ela e ficou preocupada com o que as amigas iriam pensar. - Agora sim, já estou quase a rebolar no chão, e ainda ouço: - Não sei o que é que vi naquilo. Por aqueles três centímetros!
A conversa invariavelmente tem de ir parar a francesinhas a determinado ponto.
R.: A segunda francesinha não correu muito bem.
Eu: Estava melhor que a do cava. E eu gosto das do cava, portanto é um elogio.
R.: Mas eu faço de maneira diferente... - E queria arranjar uma descrição para a sua iguaria, mas eu acrescentei:
Eu: É fazer com carinho, não é despejar a lata. - Olhou muito sério para mim. Então começou a rir-se.
R.: Essa é a minha nova frase de engate. - Continuou a rir-se e a repetir a frase. - Tenho de apontar isso. - E sacou do telemóvel.
Como francesinhas é bom demais para se mencionar só uma vez, no decorrer de outra conversa sobre a grande (cada vez mais certa) possibilidade de começar a estagiar segunda-feira no Porto:
R.: Mas tu não vai comer gajos do Porto!
Eu: Não tenho grande interesse.
R.: Ou comes as minhas francesinhas ou comes gajos do Porto!
Eu: Francesinha!
R.: Agora escolhe.
Eu: FRANCESINHA!
E foi a minha despedida antes do moço ir para a discoteca partir a loiça, e de eu ir para casa a fazer contas de cabeça a quanto tempo ia demorar a ensacar o resto das tralhas pela manhã.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Comunicado

Veio por este meio informar a companhia de transportes Covibus que a selecção já foi eliminada do mundial e que consequentemente podem deixar de fazer as pessoas esperar para descobrir qual o destino dos autocarros.





Obrigado.
Última noite na Covilhã por tempo indefinido (espero que bastante). Estranho pensar em virar mais uma página. Bom, passo seguinte: esperar resposta de Coimbra ou seguir segunda para o Porto.

Desbragar

Ontem ouvi a palavra desbragar. Não a conhecia, mas a minha veia linguística começou a fazer associações à lá páginas amarelas: "bragas em espanhol significa cuecas, será alguma referência a tirar as cuecas ou assim?"
Então fui procurar:

Estava lá perto.
E foi o serviço público do dia, já que ando na rua a ser insultada por velhotas por andar mais depressa que elas.
Dizem que a vizinha do sexto é viúva e vive sozinha. Mas pelas marteladas que ouço tanto de dia como de noite ou anda em obras há quatro meses ou ainda faz a festa com o defunto (ou amigos).

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dá-me pena...

... o Marco Paulo já estar morto quando tiver idade para o ouvir.

A acabar o último trabalho

Pareço um homem sentada no sofá de perna aberta, calções curtos cor-de-rosa do pijama e computador pousado num banco no meio das pernas. Só me falta uma cerveja.