Coração, sê bem-vinda ao século XXI. Ser donzela é exaustivo, eu sei, sobretudo para alguém cujo corpo foi congelado na década de 50 e acorda agora para a triste realidade de que um marido é tanto mecânico/electricista/canalizador, quanto a mulher é cozinheira/mulher a dias/sistema reprodutivo. Esses "pequenos trabalhos" que são desvalorizados valem ouro porque se calhar já não há muita gente que, tendo oportunidade de fazer outra coisa, se submeta a ser olhado com desprezo porque o seu contributo para a sociedade é "pequeno". É uma chatice precisar de alguém que parta paredes para ver onde os canos estão rotos. Porque é que o marido há-de dar parte do salário a alguém que claramente não está ao nosso nível em vez de nos comprar um novo par de sapatos? Inadmissível.
E a culpa é toda do frango assado.
que malta tão snobe :\ mas sabes, eu vivo num mundo em que todas as minhas colegas têm empregadas. no outro dia, ao almoço, ouvi a seguinte jóia: "e naquele dia a empregada ficou doente e o meu marido disse-me que devia fazer uma sopa para o miúdo. eu sei lá como fazer uma sopa, nunca fiz nenhuma" (...)
ResponderEliminarO que me faz confusão não é ter ou não empregada, mas tratarem-nas como se fossem inferiores. Gostava de ver a cara desta senhora se o chefe olhasse para ela com ar "não sei por que é te pago".
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