quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

L'illusionniste


"O Ilusionista" de Sylvain Chomet parte de um argumento de Jacques Tati que acompanha Tatischeff. Tatischeff é um ilusionista que tenta sobreviver com o seu ofício numa era onde novas modas eclodem, nomeadamente o rock n' roll, desinteressando o público do seu espectáculo. Em busca de trabalho desloca-se à Escócia, e aí conhece uma jovem fascinada pela sua magia, que se junta a ele na ingénua expectativa de uma vida facilitada por estes truques. Para alimentar a ilusão (e os desejos materialistas) de Alice, Tatischeff vê-se forçado a procurar vários trabalhos.


A narrativa é simples e linear. À semelhança de Belleville Rendez-Vous os diálogos são quase inexistentes e dispensáveis para a compreensão da história. A ambiente e o desenrolar da história são cativantes e alidados a excelentes gags (a banda que satiriza o rock caricaturando The Beatles ou Elvis, o coelho pouco cooperativo ou a cena do carro no mecânico) dão-lhe um carisma e idiossincrasia pouco comum nos filmes de animação actuais.


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O underground dos oscares

L'Illusionniste está na corrida aos oscares com uma politicamente correcta nomeação na categoria de melhor filme de animação. Esconde-se timidamente entre Toy Story 3 e How to train your dragon e apesar de ser superior a ambos, não é visto como ameaça a nenhum dos dois. A seu favor tem o não cair na lamechice fácil (só não chorei a ver o Toy Story 3 por vergonha de fazer figuras tristes em frente do batalhão de crianças no cinema), mas compete com um já declarado vencedor - que tem sem dúvida o seu mérito - por não ter chegado ao mesmo número de pessoas.

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