O Porto é uma cidade onde abundam mulheres bonitas. Segundo o Edu, é a cidade portuguesa "com mais mulheres bonitas per capita". Então peço encarecidamente aos senhores (especialmente os que parecem fazer plantão ao pé do metro) que se virem para essa amostra populacional e parem de me mandar suspiros e piropos, pode ser? Ainda esta manhã quando vinha do trabalho, estavam meia dúzia de senhores montados em escadotes de volta de uma lona que se estendia ao longo do edifício. Passei sem ser notada, ouvindo os senhores a falar sobre as suas vidas amorosas "provaste a mulher do Jorge e acordaste o garoto!". O mesmo não se passou à hora de almoço (e sim, tenho mesmo de passar ali para ir para casa).
Homem da Lona 1: Quando passa uma menina olham todos.
Homem da Lona 2: Mas esta é jeitosinha!
Homem da Lona 1: Ela sabe que sim.
"Inspira fundo, finge que és surda e segue o teu caminho."
Isto não seria tão problemático, se não tivesse tido uma experiência traumática na sexta-feira da semana passada. Para contextualizar vou começar por falar de um dos meus maiores problemas de sempre: transportes públicos. Transportes públicos são o meu método primário de deslocação. Se fizer viagens sozinha que excedam os 7 minutos, é certo que em 90% dos casos vou adormecer. Na viagem para casa desse dia, sentei-me como normalmente. O autocarro ia relativamente vazio. Tanto os lugares atrás como à minha frente estavam vagos. Contudo, um senhor de pasta e fato bege resolve sentar-se ao meu lado. Nada de estranho. Fazia calor, e adormeci. Quando estava já naquele estado em que a cabeça começa a oscilar, sinto a zona ligeiramente acima do joelho particularmente quente. Abri os olhos e vejo uma mão sobre essa mesma zona. Assim que me sentiu despertar, o senhor recuou na sua tentativa de contacto físico. Senti-me violada. Gostava de dizer que lhe dei um estalo, mas a reacção que tive ao choque foi colar-me o máximo possível ao lado da janela, e não pregar olho durante a hora seguinte.
me-do
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