quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Tenho saudades...

E deu-me vontade de ouvir isto:



Haja o que houver
Eu estou aqui
Haja o que houver
espero por ti

Volta no vento ô meu amor
Volta depressa por favor
Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor...

Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti...

domingo, 8 de Novembro de 2009

Espanhóis

Se me pedissem para descrever os espanhóis em duas palavras seriam:
- saloios
Só vejo Cristiano Ronaldo's wannabes.



(Aquilo ao pescoço é mesmo um terço)
E para dançarem com uma gaja, chegam inadvertidamente e começam aos apalpões. Da última vez tive de ir ter com o Tim. "Spanish guys are creepy." Ele riu-se e fez então a melhor imitação de sempre de um espanhol, que consistiu em fazer estranhos movimentos pélvicos na minha direcção enquanto diz "Do you wanna dance with me?". E isto ainda assim pode ser considerado um eufemismo.

- ressabiados
Aparece ontem um amigo da Jessica enquanto estava a falar com ela. Quando diz "este é o X", ao cumprimentar-me com dois beijinhos, o segundo foi uma lambidela na bochecha. Que nojo! Tenho sérios problemas com gente que nunca vi na vida a tocar-me ou a ter este tipo de intimidade.

sábado, 7 de Novembro de 2009

Créu

Ontem fui apresentada ao "créu", dança (?) brasileira popularizada pelo sr. MC Créu - que deve ser o equivalente brasileiro dos avecs - e pela Mulher Melancia. Não deixarei vídeos, pois não desejo que passem por tal tormento.
Como vingança, a Ká (que é brasileira) levou com Ruth Marlene. Saiu de casa a cantar "pisca pisca" com um pseudo-sotaque português.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Honduras

Que eu sou distraída já se sabe. Que não acompanho notícias também. Mas o que pode fazer mudar de ideias? Estar completamente alienada de temas da actualidade. Esta semana conheci um rapaz das Honduras.
E.: Gosto de estar aqui, mas ao mesmo tempo custa-me porque juntei-me a um movimento das Honduras depois do golpe de estado.
Eu: Golpe de estado? Quando?
E.: Junho. - Olha para mim com um ar muito supreendido. - Não ouviste falar do golpe de estado que houve?

Pedi-lhe que me explixasse, mas senti-me no fundo da cadeia da cultura geral. Que vergonha.

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Pobrezinha

Quando vou ao mercado em Portugal, costumo ir só à secção de fruta (e creio que o da Covilhã nem sequer vende peixe). Sei que há peixarias mais chiques que vendem (por exemplo) lagostas vivas - dentro de algum tipo de recipiente com água. Mas para mim é estranho ir ao mercado e ver uma lagosta de tenazes presas a tentar fugir por cima dos camarões, enquanto as suas companheiras esperneiam de patas viradas para cima com o último fôlego de vida que hes resta.



Clicar na imagem para ver maior

(Sim, não resisti e perguntei à senhora se podia tirar uma foto. Serve também como referência da semana em que a lagosta estava a 18,50€ o kg e em que já não havia salmão a 3,50€)
Sem e-mails não haveria comunicação, com os mesmos recebo mensagens do estilo:

(contexto: um elemento do grupo avançou o trabalho, fazendo com que outro elemento reencaminha-se a seguinte resposta para todos)

"Creo que deberíamos ponernos todos en cola y chuparte la polla Nacho!"

E é isto que se vai passando na minha caixa de correio.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Tom e dicção

Ontem o Ivano diz-me que tenho de falar mais alto para ele porque não me ouve. Não sei porquê, mas realmente eu não falo, murmuro. Não tenho a culpa. Falo baixo. Há dias em que o tom normal para outras pessoas, para mim é gritar (então aqui... ufa...). E pergunta-me "e como é que os portugueses te entendem". "Da mesma maneira que tu. Perguntam 2/3 vezes o que disse".

Everything's gonna be alright

Acordei com vontade de ouvir:



Everything's gonna be alright
Everything's gonna be alright
Everything's gonna be alright
Everything's gonna be alright
Everything's gonna be alright
Everything's gonna be alright
Everything's gonna be alright
Everything's gonna be alright

No woman, no cry
No, no woman, no woman, no cry
Oh, little sister, don't shed no tears
No woman, no cry

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Mira d'Aire és orgulho... Pt. II

Hoje foi a apresentação. Assim que lê o nome da terra, Bartosz (pronuncia-se Bartek), o polaco, exclama em tom de brincadeira "Mira Aire... Pero no puedo mirar el aire". E foi a primeira vez que me apercebi que o nome da minha terra quer dizer "olhar para o ar".

domingo, 1 de Novembro de 2009

Mira d'Aire és orgulho...

Caros mirenses,

Amanhã tenho uma apresentação na aula de espanhol sobre... wait for it... Mira de Aire. Na sala está presente uma espanhola (a professora), alemães, polacos, brasileiras, austríacos e italianos. É um exercício sobretudo para praticar a oralidade. Há alguma coisa que seja imprescindível dizer sobre a nossa fantástica vila? A professora não quer uma apresentação formal, portanto, vale tudo. Vou ser, por 20 minutos, embaixadora da cultura mirense - grande responsabilidade. Vou tentar não dizer nada de mal. Quer dizer, neste momento nem tenho razões. Enquanto o pessoal estava no Dom Papagaio (estou tão curiosa para ver como ficou está aquilo) a curtir o Halloween, eu estive quase uma hora a tentar enxotar uma barata. Estou aberta a sugestões até às 7h40.

Despeço-me com amizade,

SLW

Ro-Jo

Não consigo dizer "rojo". Engasgo-me quando chego ao j.

La Cucaracha

Creio que ainda não falei de uma das pragas que assola Espanha: A Barata.
A barata é um bicho asqueroso. Não tenho ideia de em Portugal ter visto baratas, mas se vi, não eram mutantes como as daqui. Estão em todo o lado. Se saímos e estamos à porta das tascas, lá andam elas à espreita. Se vemos uma barata na rua desviamo-nos, tudo bem. E se está em nossa casa? E se está no estendal da roupa lavada nessa tarde? E se a única coisa que tens para te defender é uma vassoura? Estava prestes a sair de casa para ir ter com os portugueses, quando vejo no estendal da roupa uma barata. Em Espanha acho que o tamanho mínimo para uma barata é de 7cm (não é oficial, é a minha medida a olho), e isto sem contar com as antenas. Vejo aquela coisa avermelhada a mexer-se, e começo a dar guinchos de "iiuuuuuu" e "ai que nojo". Comecei a falar com a Mikkas no messenger que me diz para a mandar para fora de casa. Tento afugentar a barata, mas ela é que me afugenta para cima da secretária e da cadeira. Depois de meia-hora nisto, a barata passou (que eu tenha visto) por cima de duas peças de roupa. Hoje vou pôr a roupa lavada toda a lavar de novo. A Mikkas chegou, e as duas de vassoura em punho, em cima do sofá e da secretária do último quarto, lá conseguimos varrer a puta trepadora para o terraço. "E agora?". "Está o balde de água com lixívia na cozinha". "Eu vou buscar. Vê se a barata não volta para dentro". Na minha vigília não voltei a vê-la. Chega a Mikkas com o balde, e creio que (aquela) barata se foi. "Com lixívia o máximo que pode acontecer é transformar-se numa barata mutante". "O quê????????????? Eu estou à espera que no mínimo ela morra intoxicada". O desfecho da barata não sei. Mas até ver estou traumatizada. Saí com a Mikkas, e por duas vezes me sobressaltei quando aos meus olhos as inocentes folhas de uma árvore caduca, tomavam a forma do repelente bicho. Antes de me deitar, tive de espreitar debaixo da cama. Acordei ainda a pensar em baratas.



(Sim, devo ser a única gaja que no meio do pânico se lembra de fotografar baratas. Cliquem na imagem para verem melhor o tamanho do bicho. Qué asco.)

ADDENDUM: A Luta contra a barata demorou cerca de 40 minutos. Agora sinto-me tão gaja.

sábado, 31 de Outubro de 2009

Dom Papagaio

Estou a perder o evento social do ano em Mira de Aire: a reabertura do Dom Papagaio (versão século XXI) por altura do Halloween. Era onde a geração dos nossos pais ia às matinés.
Por favor, alguém que tenha ido que me conte. Mandem-me mensagens que não pagam (pelo menos os 91), escrevam e-mails, contem-me tudo, eu quero rir-me um bocado.


Anita dá no whiskey

Ontem à noite saí com os meus meninos. E perdi toda a fé nos homens. O Hugo (cuja namorada vem cá para a semana) deu-me o sermão mais indulgente e machista de sempre. Tenho mesmo pena da namorada. Ele pede-me para eu não deixar que se porte mal, mas só consigo dizer-lhe "já te disse o que penso, tu já tens idade para saberes o que fazes". Como eu de facto devo ter ar de guardiã da castidade, na discoteca o Tiago também se vira para e diz:
Tiago: Não me deixes dormir com nenhuma gaja hoje.
Eu: Porquê?
Tiago: Estou farto. A minha cama é pequena. Quero dormir sozinho. E hoje tenho de descansar porque amanhã tenho de dormir com a Jessica.
Eu: Se é por isso tudo bem.
Tiago: Não é por mim. É por vocês.
Passo a explicar: A Jessica é uma das raparigas do bar. Desde que tem saído com o Tiago, eu e o Hugo levamos bebidas à pala por tabela. Portanto - e por muito frio que isto possa parecer -, é do nosso interesse zelar pelo bem-estar dos encontros ocasionais entre os dois. Este facto determinou também a minha primeira bebedeira de whiskey. Quando entrámos, fomos os três ao balcão. Pedi a minha vodka laranja que por ser low cost, não dava direito shot dos flyers que tínhamos. O Tiago fez olhinhos de Bambi, e a rapariga então diz "lo chopito los invito yo". Põe três copos altos com dois cubos de gelo cada em cima da mesa, e enche-os até meio com Jack Daniels. A cena repetiu-se, e à terceira vez a rapariga pergunta-me o que quero. Fiquei a olhar para o Tiago.
Eu: Não tenho mais dinheiro. - Nem lata para pedir bebidas.
Tiago: Não sejas parva. Ela está a oferecer. Pede alguma coisa. - Muito menos tenho lata para quando me oferecem uma bebida, dizer que quero esta ou aquela. A Jessica enche então um copo com Grants.
Mas pelos vistos depois de uma cerveja, duas vodkas com sumo de laranja, 3(?) whiskeys, um shot - só - de vodka preta (eu tenho de provar os shots antes de os beber para ter a certeza que não vomito) e uma bebida que a Jessica ofereceu que sabia a melão (e não sei o que era) ainda parecia sóbria (e agora que penso nisso, não me sentia muito bêbada).
Tiago: Amanhã vais jantar a nossa casa. E prometo que não sais de lá sóbria. A sério, prometo.
Só uma nota: o total gasto em bebidas ontem à noite foi de 9,50€.
Quando me deixar em casa, o Hugo teve a brilhante ideia de roubar... uma cadeira. E andou possivelmente 1km com ela às costas a dizer que ia para a escola.
(Agora que penso nisto, pelo menos por comparação, não estava bêbada.)





P.S. - A minha missão como guardiã da castidade não foi bem sucedida. O Hugo voltou (quando digo voltou quero dizer que não é a primeira vez) a enrolar-se com a Paxy (que é um amor), e o Tiago adiantou serviço e levou a Jessica para casa.

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Confere...

... acordei rouca.
No intervalo da aula de espanhol (onde tive de ler textos em voz alta):
Eu: We went to Ettro last night.
Tim: Yeah... You sound like shit.
Eu: Oh... Thank you.

Conselho útil

Conselho útil: NUNCA ir a uma discoteca sóbrio.
A saga começou quando saímos de um dos bares do costume para a discoteca. Tendo em conta que tenho aulas às 9 da manhã, a minha garganta dói (creio que falta pouco para ficar sem voz) e que o meu plafond para esta semana está no limite, decidi não beber. Que má escolha. Duas das raparigas com quem com o Tiago e o Hugo tinham aparecido e com quem tinha ido para o bar, estavam podres de bêbadas. Tanika, a holandesa, começa a falar comigo e fui a ouvir as histórias da sua vida até à discoteca. E isto vai soar estranho, mas ver gente conhecida muito bêbada desperta-me um sentimento maternal. Agarrei a moça quando ela mais do que uma vez quase ficava estendida no chão, e já na discoteca encontrei a sua máquina fotográfica que inconscientemente havia projectado para o meio dos pés de um grupo de espanhóis.
Tanika: Why are you being so nice?
Eu: I know what is it like to be drunk.
Ainda ajudei a americana (a outra rapariga) a encontrar o grupo com quem estava, e no final, quando lhes disse que me vinha embora, a Tanika - não sei se por descargo de consciência - pergunta se a minha casa fica a mais de 5 minutos. Disse-lhe que seriam uns 15, e ela não me deixou vir sozinha. Só pensava "não preciso que duas bêbadas me levem a casa". Mas insistiram... muito. À saída a Tanika queixa-se dos pés e descalça-se.
Eu: You can't walk barefoot.
Tanika: I have socks
Eu: The floor is wet.
Tanika: My feet hurt.
Eu: ... What size are you?
Tanika: 39.
Eu: 39? I'm a 40. - Já ela se tinha descalçado, e começa a americana (não sei o nome dela) a tentar calçar as botas da Tanika, mas sem sucesso. Tirei um sapato. - I can't believe I'm doing this in the middle of the street. - Com muito esforço calcei as botas e, surpresa surpresa, eram o meu tamanho.
Pequeno pormenor: as botas tinham - e juro que não estou a exagerar - perto de 10 cm de salto. Estou habituada a sapatos rasos.
Tanika: Now I feel bad... You have to walk with my shoes. They hurt.
Eu: It's ok. Now it looks like I'm also drunk. - Pena que isso não fosse verdade, teria sido menos penoso ouvir as conversas entre as duas sobre transmissão de Sida pelos pés que levou à menstruação, que levou a metódos contraceptivos. Só a título de exemplo:
Tanika: I was told you can get Aids if you do a blow job.
Americana: ...Yes.
Tanika: But you said there had to be blood.
Conversas à parte, a americana espalhou-se duas vezes no chão. Na segunda (numa rua deserta), tinham de estar três espanhóis a assistir, e qual o instinto de uma menina bêbada? Meter conversa (em espanhol).
Tanika: Duas vezes. - A referir-se ao número de quedas da amiga.
Espanhol 1: De onde és?
Espanhol 2: De Albacete?
Espanhol 1: Não vês que não. - Vi os gajos a começar a aproximararem-se demasiado dela, e enquanto a arrastava (literalmente) pelo braço, dizia-lhes:
Eu: Agora vamos para casa. - Ela continuava a falar com eles, à medida que eu a puxava os rapazes um pouco renitentes seguiram caminho. Chegada a casa, devolvi as botas à rapariga, e apesar de lhe ter oferecido o que calçar, ela preferiu ir de meias para casa.

Conclusão 1: Se vir gente aparentemente bêbada, não manter contacto ou sentir-me-ei responsável por ela.
Conclusão 2: Com um salto de 10cm fiz o percurso até casa (que em vez de 15 minutos levou quase uma hora) sem cair ou tropeçar.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Unbearable Lightness of Being




"I don't understand how someone can MAKE love without BEING in love.

(...)

Instead of being your support, I'm your weight. Life is very heavy to me and it is so light to you. I can't bare this lightness, this freedom."


(Podem ver aqui)

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Match

Ontem faltei a uma aula (não me batam, era só uma hora) para ir torcer pelos meninos de erasmus a jogar à bola contra os espanhóis. Que fartote. Reparei que era a única rapariga que tinha lá ido para realmente ver o jogo. O resto gritava quando alguém entrava - consoante achassem o rapaz giro ou não. Muitos, mas muitos gritos para o Marsilio que perdeu todo o charme depois de saber que tinha namorada. Não sei explicar porquê, mas o botão off foi automaticamente activado. Gritos moderados para o Jani, que se portou bastante bem. Comentários sobre os calções desconcertantes - pelo menos para mim - de ciclista do Ivano (italiano da minha aula de espanhol). E o riso geral quando põem o Tim (americano) à baliza, quando o rapaz nunca jogou futebol (soccer, entenda-se). Só se ouvia o Conor (irlandês que suspeito que depois disto suspeito que seja um pouco hooligan) a berrar como se a sua vida dependesse disso: "HANDS! HANDS! HANDS!"

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Away she went

Ela queria dizer tudo. Mas não lhe deram oportunidade. Quando quiseram que falasse, era tarde demais. Tinha-se fechado. Perdeu as forças, a vontade… a coragem. Acenou e continuou o seu caminho, esperando que por intervenção divina ou apenas efeito do tempo tudo pudesse ser emendado. A divindade não interveio, e o tempo não ajudou. De coração pesado e mente confusa continua a caminhar. O que custa uma palavra de conforto? Desperdício de paciência, da qual já ninguém está disposto a abdicar para arrancar um sorriso ou dar aquela sensação – mesmo que momentânea – de alento.

Não gosto de expor os meus momentos de fraqueza. Não gosto que me vejam chorar. E acho um golpe demasiado baixo presenciar um momento de vulnerabilidade, e mais tarde atirar isso à cara de alguém. Não há palavras para descrever como encaro isto como violação de confiança.

Para que eu aprenda.

Fashion adviser para estranhos

Há umas duas semanas entrei numa loja. Enquanto espreitava a roupa, uma senhora (de ar maltrapilho) vira-se para mim com duas peças horrosas e pergunta qual das duas eu gosto mais. Fiquei a olhar muito séria para o que ela tinha nas mãos e disse-lhe:
Eu: Pois... depende daquilo que quer. Essa é mais tipo casaco, e aquela vestido.
Senhora: Mas se fosse para ti qual escolhias. - Na minha mente: "nenhuma das duas".
Eu: Como lhe disse depende do que quiser, mas - do mal o menos - acho que prefiro a roxa à castanha.
A senhora ficou a olhar para a roupa, agradeceu, e foi para o provador.

(Lamento, mas não vos sei contar o desfecho desta história).

domingo, 25 de Outubro de 2009

"Levas na boca"

Eu sou uma pessoa muito pacífica. A sério que sim. Por isso fico um bocado chocada quando recebo uma mensagem de um colega (da Covilhã) que não por hábito falar com quem quer que seja, uma mensagem a dizer "Levas na boca". Mesmo sabendo (ou tendo 99% de certeza) que eu não era o destinatátio da mensagem, é de uma falta de chá fazer ameaças por mensagem.

A Tila Tequila quer vir morar comigo. Mas a gaja francamente chateia-me. Há um mês, quando andava mais embaixo por estar sozinha, ela estava à procura de casa. Ficou de ir ver a minha, e no dia seguinte vira-se para mim "ah... já arranjei casa. Mas não te preocupes, ficamos perto umas das outras na mesma." Whatever. Bastava uma mensagem, e não tipo uma hora antes do combinado avisar-me. Agora pelos vistos acha a casa dela muito aborrecida. Esta semana no autocarro começou "oh... devia ter ido morar contigo. Nunca fui a tua casa. Posso vê-la? Quando? Podíamos jantar juntas e mostravas-me a casa". Desconversei e olhei pela janela. Vira-se a Mikkas como se eu tivesse a cometer a maior descortesia de sempre: "Não lhe respondes? Ela quer ir jantar a tua casa". Ah e tal... tá fresquinho... olha a minha paragem... adeus. Hoje no bar estava uma grega que ainda não tem casa, e está à procura de quarto. A Tila T. falou-lhe da minha, e estávamos a combinar quando ela a poderia ver. "Então amanhã VAMOS ver a tua casa." E a Tila passou os 15 minutos seguintes a falar sobre morar comigo. É a gaja mais clingy que conheci nos últimos tempos. Se alguém fala de, por exemplo, um filme, logo a seguir ela diz (sempre) "Oh my God! I loooooooove that movie". Posso dizer que muita gente é chata, mas para chamar clingy a alguém é porque tem mesmo de ser pega-monstros.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Tourette

Acho que tenho uma variação do síndome de Tourette. Involuntariamente começo a cantar músicas pimba do nada. (E não paro apesar dos muitos pedidos nesse sentido.)

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Café

Hoje deparei-me com um grande dilema: adormecer a meio de uma aula ou tomar café. Tomei então o meu segundo café este ano...

***

Armada em grã-duquesa das Astúrias - e não sendo grande apreciadora - tirei um café bombon (café com leite condensado). Não é mau... a primeira metade... depois torna-se na coisa mais docemente enjoativa de sempre. O lado positivo: no final da aula tive de ir às compras, e nem tive vontade de parar na na secção dos chocolates de tão doce que ainda sentia a boca.